23 de jan de 2010

Aborto

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Aborto

Queridos corações, já fazia um tempinho que eu não 'pegava na minha caneta', ou seja, que não escrevia algum texto meu enfocando questões importantes acerca de nossas vidas eternas.

Já faz tempo que queria abordar um tema muito delicado e sempre polêmico: o aborto.

No começo do blog redigi um texto em quatro etapas sobre a reencarnação e dos esforços tremendos que os Benfeitores da espiritualidade demovem para que voltemos à Terra dando continuidade à nossa evolução.

Nessa mesma linha, quero falar também sobre como se opera o desencarne, mas senti uma forte intuição, creio que alguém ali do outro lado, me pedindo insistentemente para que eu discorra primeiramente a respeito do aborto. Esta idéia eu deixei de lado algumas vezes, mas agora estou tendo coragem para redigir. Quem me intuiu disse em minha mente que se aproxima a lastimável época do carnaval, em que muitos irmãos dão vazão a desvarios sexuais de toda sorte, resultando assim em muitas gravidezes 'indesejadas' e o conseqüente aumento assustador de abortamentos, prática que em nosso país tem dimensões enormes, ainda que ilegal.

Explico ainda que não quero aqui levantar a bandeira do moralismo, mas apenas informar e mostrar as conseqüências deploráveis do aborto, para as mães e para os reencarnantes.

Todos tem o seu livre arbítrio, prerrogativa concedida a nós pela Misericórdia Divina e muitas pessoas argumentam a favor do aborto dizendo que as mulheres são donas de seus corpos e seus destinos, entretanto, ao tomarem esta triste decisão, abraçam um porvir de amarguras físicas, psicológicas mas, principalmente, espirituais e é este o enfoque principal que quero dar ao tema, pouco abordado quando se fala a respeito.

Na literatura espírita nacional há obras magníficas que abordam o assunto mas, ainda pela misericórdia de Nosso Bondoso Pai, chegou a minhas mãos o magnífico livro 'Ícaro Redimido' (editora Ediame, de Gilson T. Freire, tendo como Adamastor como autor espiritual), dado a mim de presente por um lindo coração. Este livro aborda a trajetória de nosso querido Alberto Santos Dumont na espiritualidade após seu suicídio e narra as dificuldades que sofreu devido ao seu auto extermínio. Alberto, entretanto, reencarna em uma moça que se ligou à prostituição, de nome Catherine. Catherine, antes de receber Alberto como filho, foi levada ao Plano Espiritual, onde aceitou a maternidade e predispôs-se à mudança de hábitos, o que seria um recurso abençoado, livrando-a de um destino desventuroso.

Alberto apresentava deformidades espirituais graves decorrentes do suicídio, um ato que traz danos nefastos ao psiquismo do ser e, provavelmente, Catherine não conseguiria levar a termo a gravidez, entretanto, somente a oportunidade de retornar ao sagrado ventre de uma mãe já beneficiaria sobremaneira aquele sofrido espírito, já que o útero materno drenaria eficientemente muitas das energias espirituais negativas, aliás, abro aqui um parênteses para explicar que quando as mamães passam mal na gravidez, com vômitos e enjôos, isso ocorre por conta do choque vibracional causado por energias do reencarnante que, às vezes, não se afinizam com a da futura mamãe; entretanto o corpo humano, o sagrado útero e a fantástica placenta com todos os seus recursos energéticos de proteção, mais a ajuda da Espiritualidade, tratam de proporcionar o equilíbrio necessário e, por vezes, este processo traz algumas sensações desagradáveis às mamães. É por isso também que nenhuma gravidez é igual à outra, já que cada reencarnante tem suas peculiaridades em se falando de aquisições espirituais.

Assim que soube do seu estado gravídico Catherine se desesperou, mas confiava no amparo do homem para quem se mantinha fiel havia meses, a despeito de 'gerenciar' um prostíbulo.

Ocorreu que o companheiro de Catherine, ao saber de sua gravidez, fugiu imediatamente de suas responsabilidades como pai: jamais assumiria um relacionamento com uma 'cortesã' e simplesmente desapareceu, deixando Catherine entregue ao desespero do desamparo emocional. Neste ponto foi que Catherine tomou a infeliz decisão de interromper a gravidez.

Espíritos benfeitores que auxiliavam no processo reencarnatório de Alberto demoveram grandes esforços para que Catherine mudasse de idéia, inclusive, durante o desdobramento do sono, tentavam incutir-lhe a certeza de que não lhe faltaria amparo da Misericórdia Divina, mas Catherine, mesmo em espírito, durante o sono físico, passou a ficar alheia aos alvitres dos Benfeitores, uma vez que se atirou novamente ao sexo desregrado e consumo de bebidas alcoólicas, proporcionando assim a aproximação de espíritos infelizes que desfrutavam de seus vícios. A saber: para aqueles que se acham 'descolados' por se entupirem de bebidas alcoólicas, drogas e pela prática do sexo desregrado, saibam que estão sendo joguetes, verdadeiros fantoches de infelizes espíritos vampirizadores, que absorvem as energias vitais dos encarnados quando os mesmos se entregam a tais práticas. Muitos destes vampiros acabam obsidiando o encarnado (ou como se diz popularmente, 'encostando'), dando a início à tristes processos de obsessão, conhecidos em todas as religiões com as mais variadas denominações. A Doutrina Espírita, de cunho filosófico e científico por excelência, classifica a obsessão em três estágios: obsessão simples, possessão e subjugação, segundo sua gravidade, mas isto é assunto para eu discorrer mais adiante...

Bem, continuando, Catherine consultou-se com um médico, ocasião em que solicitou, ainda de maneira velada, a prática abortiva, entretanto, o médico, homem de sólida formação moral, disse prontamente que não praticava abortos, deixando-a em desconsolo. Ali, Benfeitores da Espiritualidade emanavam fortes vibrações de sugestionamento a fim de que o médico aconselhasse Catherine a desistir de tal idéia, mas o preconceito do facultativo pelo fato da pobre Catherine ser uma prostituta, criou como que uma barreira vibratória, tornando seu campo mental avesso às intuições daqueles 'anjos'. Isso me faz refletir: quantas oportunidades perdemos de fazer o bem, por menor que seja, por conta de nosso orgulho e falta de humildade? Ante uma situação difícil, não nos esqueçamos de fechar os olhos, respirar fundo e elevar os nossos pensamentos ao Pai...

Nossa, escrevi muito. Deixemos então o desfecho para a próxima oportunidade, tal qual um periódico ou um folhetim! Estejam preparados porque o panorama espiritual de um aborto é muito, muito triste, muito mais assustador e impressionante do que podem registrar nossos olhos carnais.
Deus abençoe seus lindos corações.

Aborto - Parte II
Voltei, queridos leitores e abençoados corações, para retomar este tema tão polêmico e delicado.

Quero mais uma vez explicar que não estou discorrendo sobre o tema para condenar ou discriminar quem apóie ou já tenha feito aborto. A Lei de Deus é perfeita: 'a cada um segundo suas obras'. Quem participa ou coaduna com abortos, a seu tempo, aprenderá que se trata de um crime perante as Leis Eternas e se submeterá causa-efeito, para assim não tornar ao erro. Transcrevo aqui um parágrafo da lindíssima obra em que me pautei para elaborar este texto, o livro 'Ícaro Redimido' para exemplificar o que digo: (...) Se o amor habitasse o coração dos homens, a felicidade lhes seria hóspede permanente. Enquanto isso não se dá, o infortúnio contumaz lhes parasitará a alma, por força de expressão de uma Lei que é, sobretudo justa e proporciona a cada um os frutos de suas obras. (...) (grifo meu)

Há ainda aqueles corações que, após terem praticado este ato, arrependem-se sinceramente e passam a empreender esforços sinceros para corrigir seu erro, e estas pessoas redimidas, aos olhos do Pai, são merecedoras de sua misericórdia e, para elas, a Lei da causa-efeito é atenuada, pois Deus sabe exatamente o que se passa em nossos íntimos.

Quantas mulheres não tomaram tal decisão no auge do desespero, do desamparo. Não condeno ninguém, porque todos somos espíritos em evolução e talvez, em outras vidas, possamos ter praticados coisas igualmente ou mais graves. O AMOR COBRE A MULTIDÃO DOS PECADOS...

Voltemos então ao panorama da primeira metade do século XX, e retomemos a jornada da prostituta-grávida Catherine e imaginemos então seu desespero, perante a sociedade preconceituosa de então.

Como eu já havia dito, os benfeitores espirituais ligados à Catherine e ao reencarnante de tudo faziam para tentar intuí-la a não praticar o aborto. Catherine tinha uma criada, de nome Rosa, que não era prostituta; tratava-se de uma moça que Catherine havia retirado da pobreza, uma alma simples e de fé, que dava vazão aos alvitres dos Benfeitores através da intuição, mas não conseguia convencer Catherine, resignando-se em servi-la abnegadamente.

Antes mesmo de praticar o aborto, Catherine já feria seu pequeno bebê com suas emanações mentais de repulsa, impregnando na placenta energias que, não tardaria, expulsariam o feto antes mesmo do ato ignomioso do aborto. Percebam então a força, o poder de nossas mentes e das irradiações dos pensamentos. Simplesmente pelo fato de rejeitar a criança, Catherine, com a força de seu pensamento negativo, já minava a organização física e psíquica do reencarnante. Os reencarnantes, no ventre materno, são espíritos milenares que já passaram por inúmeras encarnações, lembremo-nos disso. Trazem em suas almas o arquivo de todo esse aprendizado e, portanto, sentem sim a dor da rejeição e da intervenção abortiva.

Chegou o dia em Catherine iria fazer o aborto! Nenhum médico dispôs-se a praticar o ato, não restando outra opção à Catherine que não procurar por uma mulher que, a despeito de ter sido parteira por muitos anos, a certa altura resolveu ganhar a vida fazendo justamente o contrário. A casa de tal mulher ficava afastada da cidade, em meio a um mangue. Com uma casinha feia e fétida, a mulher morava as margens do lago do mangue e lançava às águas os corpinhos dos bebês abortados, ocultando perfeitamente seus crimes.

Aqui, Adamastor começa a nos descrever o horrendo panorama espiritual do local (graças a Deus não podemos ver a realidade espiritual de muitos lugares, senão viveríamos com medo de sair de casa!). Em contraste com a vegetação exuberante do entorno, o local emanava cheiro de podridão, muito maior do que se pode imaginar e do que nossos narizes carnais poderiam agüentar. Seres horrendos com expressões animalescas e draconianas guardavam o local.

Explico: espíritos contumazes na maldade perdem o aspecto que os aproximam do Divino, da perfeição e passam a assemelhar-se a assustadores animais e isso ocorre porque seus próprios campos mentais assim o plasmam. Imaginem locais como o umbral ou o vale dos suicidas: são locais medonhos, mal cheirosos, à maneira da descrição do inferno de Dante, porque os espíritos que ali permanecem pelo tempo necessário para suas expiações, não podem produzir pensamentos de harmonia e isso acontece com seus próprios corpos, que ficam horríveis, desfigurados, assemelhando-se a monstros ou animais. Há espíritos ainda que, de tanto praticarem o mal, se retraem numa fuga insana de sua própria consciência e perdem totalmente a forma humana, tornando-se 'ovóides'. Sim, de assustar realmente, criaturas de Deus reduzidas a uma pequena forma ovoidal e usadas até por grandes inteligências do mal, no Plano Espiritual, para sugar energia vital de encarnados em processos graves de obsessão e vampirizá-los... Outro tema muito sério do qual irei tratar adiante! Nosso querido André Luiz, na psicografia do saudoso Chico, já abordou também com maestria este tema. Cabe aqui explicar ainda que espíritos vampiros são aqueles que se sustentam das vibrações hauridas de matérias vivas, portanto, nossas vibrações e principalmente do sangue, que tem grande concentração de elementos de vitalidade. Abatedouros são cheios desses espíritos, assim como a casa de abortos na qual Catherine acabava de entrar.

A mulher que faria o aborto, a antes parteira, Dona Carmem, em seu semblante, visto com os olhos do espírito, parecia uma bruxa. Nos arredores havia espíritos trabalhadores do Bem que pouco podiam fazer, a não ser acudir as pobres almas dilaceradas dos abortados. O interior da casa estava povoado de espíritos vampiros, dementes, em completa algazarra. Catherine ingeriu um beberagem de uma erva usada para estimular contrações uterinas e colocou-se em posição para o início da intervenção. Neste momento outros dois espíritos de alta estirpe e bondade surgiram para socorro de Catherine e Alberto, um deles, inclusive, havia sido pai de Catherine. Catherine se colocava em sério risco, pois apresentava uma anomalia na placenta, denominada placenta prévia, uma implantação baixa da placenta sobre o orifício uterino.

A ex-parteira, sem nenhuma higiene, depois de abrir o canal uterino com um especulo, passou a introduzir velas para dilatação do colo, até que uma delas foi introduzida propositadamente com mais força para matar o feto, quando então ocorreu um jorro terrível de sangue porque a placenta mal posicionada fora rompida. Antes do triste espetáculo de sangue, os vampiros que aguardavam a expulsão do feto esmurravam a barriga de Catherine para acelerar o processo.
A mulher, sem nenhuma piedade, fez com que Catherine saísse de lá imediatamente, já prevendo um desfecho trágico. O feto ainda não havia morrido e permanecia na cavidade uterina, deixando aqueles espíritos vampirizadores encolerizados por não terem para si o que aguardavam, entretanto, um deles, em cena degradante que feriu a sensibilidade de todos ali, atou-se firmemente ao quadril de Catherine e lá ficou sorvendo com sofreguidão as vibrações do sangue que jorrava de sua intimidade. Confesso que quando li isso, fiquei arrepiada.

Voltaram rapidamente para o prostíbulo numa carruagem e Catherine, quando em seus aposentos, foi liberta da companhia vampirizador pelos próprios espíritos da casa de prostiuição, viciados no sexo, mais ignorantes que maus, uma vez que Catherine era protegida do bando, vejam vocês...

O desfecho trágico, queridos leitores, não poderia ser outro: Catherine sangrou até morrer e Alberto desencarnou, sendo amparado mais uma vez pelos 'anjos' da espiritualidade e conduzido para local especializado no tratamento de espíritos abortados, que desencarnam em lastimáveis condições psíquicas e espirituais! A situação de Alberto não era das piores, porque não chegou a ser dilacerado, aspirado, envenenado com solução salina ou qualquer outro dos violentos processos abortivos existentes...
Muitos dos abortados ficam por significativo tempo no processo de recuperação; outros ligam-se a suas mães em processos obsessivos de ódio. É um panorama desolador.

Termino assim esta triste explanação, ciente de que precisava trazê-la à tona, principalmente porque há projetos para que o aborto seja legalizado em nosso país e a Espiritualidade está demovendo esforços tremendos para que tal não ocorra. Com este meu texto ('deles' na verdade), estou colocando a minha gotinha no oceano.

Para arrematar, faço uma transcrição 'ipsis literis' do que Adamastor falou-nos acerca do aborto, no precioso livro: (...) Compreendamos, sem sobra de dúvidas, que é uma grande ilusão do homem terreno achar que está lidando, no aborto criminoso, com seres incapazes de sentir e sofrer. Eles padecem das dores físicas do ato e dos sofrimentos de ordem moral que se lhes impregnam profundamente na alma. (...). Recordemos que, embora usando veste física ainda imatura, estamos diante de um espírito velho, habilitado nas sensações da vida e no julgamento das emoções humanas. Ele percebe as impressões mentais que movem sua mãe neste momento e se dá conta de que é presença indesejada. Sofre pelas injúrias físicas de que é alvo, sentindo-as como um ato de maldade (...).

Que Deus abençoe as mães corajosas, que trazem seus filhos à luz mesmo diante de acerbas dificuldades e que, igualmente, ampare aquelas que tomaram esta triste decisão, a fim de que se arrependam o quanto antes e despertem para minorar as conseqüências de seus atos.

Que o amor de Deus nos ampare, sempre!

Daniela Marchi
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Publicado em:
http://atriomental.blogspot.com/
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