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7 de mai. de 2010

Homem

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Homem

Esse texto foi escrito em 2002 em Maricá-Itaipuaçu-RJ
Feito para os Homens.
Dedicado as Mulheres.

Que fique o texto,
Pelas gerações que virão.
-Que as Mulheres possam ocupar seu espaço, sem competir com os Homens.
-Que os Homens possam se comportar como Homens sem machucá-las.

Homem... quando és semente apenas É no corpo de uma Mulher
Que germinas...

Quando nasces chorando,
É nos braços de uma Mulher
Que te acalmas...

Quando sentes fome,
É nos seios de uma Mulher
Que te sacias...

Quando tentas andar,
É com auxílio de uma Mulher
Que arriscas os primeiros passos...

Quando começas a falar,
É uma Mulher quem te ensina
As primeiras palavras...

Quando te preparas
Para enfrentar a vida,
É uma Mulher quem te incentiva
E te molda o caráter...

Quando começas a despertar para o amor,
É uma Mulher
Quem te faz sonhar...

Quando sentes solidão,
É uma Mulher que procuras
Para ser tua companheira
Ao longo da vida.

Quando te multiplicas,
É uma Mulher que dá luz aos teus filhos
Dando continuidade
À tua descendência.

Quando enfim...
Entenderás,
Que a Mulher compartilha com a natureza
A criação da própria vida?!

Quando enfim...
Entenderás
Que dependes dela?!

Respeite-a!
Ame-a!
Proteja-a!
E certamente te sentirás...
... Mais Homem.

HOMEM
DE: ADNA MARIA FERREIRA DE SOUZA
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Colaboração:
Alfredo F. Corrêa
São Paulo-SP
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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2 de fev. de 2010

O Homem e o Universo

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O Homem e o Universo

Somos criaturas espirituais num cosmo que só mostra indiferença

Algo paradoxal ocorre quando nos deparamos com nossa "pequenez" perante a Natureza.

Por um lado, vemo-nos como seres especiais, superiores, capazes de construir tantas coisas, de criar o belo, de transformar o mundo através da manipulação de matéria-prima, da pedra bruta ao diamante, da terra inerte ao monumento cheio de significado, dos elementos químicos a plásticos, aviões, bolas e pontes. Somos artesãos, meio como as formigas, que constroem seus formigueiros aos poucos, trazendo coisas daqui e dali, erigindo seus abrigos contra as intempéries do mundo.

Por outro lado, vemos nossas obras destruídas em segundos por cataclismas naturais, prédios que desabam, cidades submersas por rios e oceanos ou por cinzas e lava, nossas criações arruinadas em segundos, feito os formigueiros que são achatados sob as sandálias de uma criança, causando pânico geral entre os insetos.

O paradoxo se intensifica mais quando olhamos para o céu e vemos a escuridão da noite ou o azul vago do dia, aparentemente estendendo-se ao infinito, uma casa sem paredes ou teto, sem uma fronteira demarcada. E se pensamos que cada estrela é um sol, e que tantas delas têm sua corte de planetas, fica difícil evitar a questão da nossa existência cósmica, se estamos aqui por algum motivo, se existem outros seres como nós -ou talvez muito diferentes- mas que, por pensar, também se inquietam com essas questões, buscando significado num cosmo que só mostra indiferença.

O que sabemos dos nossos vizinhos cósmicos, os outros planetas do Sistema Solar, não inspira muito calor humano. Vemos mundos belíssimos e hostis à vida, borbulhantes ou frígidos, cobertos por pedras inertes ou por moléculas que parecem traçar uma trilha interrompida, que ia a algum lugar mas, no meio do caminho, esqueceu o seu destino. Só aqui, na Terra, a trilha seguiu em frente, criou seres de formas diversas e exuberantes, compromissos entre as exigências ambientais e a química delicada da vida.

Se continuarmos nossa viagem para longe daqui, veremos nossa galáxia, soberana, casa de 300 bilhões de estrelas, número não tão diferente do total de neurônios no cérebro humano. A pequenez é ainda maior quando pensamos que a Terra, e mesmo o Sistema Solar inteiro, não passa de um ponto insignificante nessa espiral brilhante que se estende por 100 mil anos-luz. Porém, se o que vemos no Sistema Solar, a incrível diversidade de seus planetas e luas, é uma indicação, imagine que surpresas nos esperam em trilhões de outros mundos, cada um um grão de areia numa praia.

Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo. Esse é o paradoxo da nossa existência, sermos criaturas espirituais num mundo que não se presta a questionamentos profundos, um mundo que segue, resoluto, o seu curso, que procuramos entender com nossa ciência e, de forma distinta, com nossa arte.

Talvez esse paradoxo não tenha uma resolução. Talvez seja melhor que não tenha. Pois é dessa inquietação do ser que criamos significado, conhecimento e aprendemos a lidar com o mundo e com nós mesmos. Se respondemos a uma pergunta, devemos estar prontos a fazer outra. Se nos perdemos na vastidão do cosmo, se sentimos o peso de sermos as únicas criaturas a questionar o porquê das coisas, devemos também celebrar a nossa existência breve. Ao que parece, somos a consciência cósmica, somos como o Universo pensa sobre si mesmo.

Dedico esse texto ao meu querido Luiz, que hoje faz 60 anos.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "A Harmonia do Mundo"
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Fonte:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe3101201002.htm
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Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Jesus

REFORMA ÍNTIMA

  ♦ ❖ ❖ Leal  ❖ ❖   ❖ Encarnado há 31.083 dias.  ❖ Aprendiz em todas as instâncias da Vida  ❖ Lifelong learner @ apprendice  ❖ Obrigado Deus...