*
Por favor,
Click sobre a imagem para ampliá-la.
*
INTERNET E ESPIRITISMO – DESAFIOS E POSSIBILIDADES
Palestra de Jorge Hessen sobre a importância da Internet na divulgação do Espiritismo.
Vale a pena ver e refletir sobre tudo que podemos fazer para disseminar a Doutrina Espírita que pode proporcionar solução para os graves problemas da atualidade.
*
Vídeo: http://migre.me/3nswt
*
Mostrando postagens com marcador Jorge Hessen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jorge Hessen. Mostrar todas as postagens
2 de jan. de 2011
1 de dez. de 2010
Falando com o Além
*
Falando com o Além
TÉCNICAS PARA NOTÍCIAS DE DESENCARNADOS?
LEMBREMOS QUE "O TELEFONE TOCA DE LÁ PARA CÁ”.
Kardec comenta na edição de dezembro da Revista Espírita de 1863 sobre as etapas do projeto Espírita na Terra. Cita “a primeira etapa como o da curiosidade (mesas girantes), a segunda etapa o filosófico (com a publicação de O Livro dos Espíritos)”; a terceira etapa Kardec nominou de “período da luta”; o quarto período, o do Evangelho (para alguns começou com Bezerra de Menezes e continuada por Chico Xavier na Pátria do Evangelho); a quinta etapa seria o transitório, e finalmente a sexta etapa (transformação social).”(1)
Considerando as graduais etapas do projeto espírita na Terra, será que atualmente deveríamos promover (como ocorreu durante a codificação), um diálogo escancarado e direto com os recém-desencarnados, visando obter notícias dos mesmos para seus familiares que aqui ficaram? Quantas pessoas procuram grupos espíritas querendo notícias dos entes que “partiram”? Será que a finalidade da mediunidade é essa?
Continua no link
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/11/tecnicas-para-noticias-de-desencarnados.html
Saudações,
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
http://espiridigi.net
*
Falando com o Além
TÉCNICAS PARA NOTÍCIAS DE DESENCARNADOS?
LEMBREMOS QUE "O TELEFONE TOCA DE LÁ PARA CÁ”.
Kardec comenta na edição de dezembro da Revista Espírita de 1863 sobre as etapas do projeto Espírita na Terra. Cita “a primeira etapa como o da curiosidade (mesas girantes), a segunda etapa o filosófico (com a publicação de O Livro dos Espíritos)”; a terceira etapa Kardec nominou de “período da luta”; o quarto período, o do Evangelho (para alguns começou com Bezerra de Menezes e continuada por Chico Xavier na Pátria do Evangelho); a quinta etapa seria o transitório, e finalmente a sexta etapa (transformação social).”(1)
Considerando as graduais etapas do projeto espírita na Terra, será que atualmente deveríamos promover (como ocorreu durante a codificação), um diálogo escancarado e direto com os recém-desencarnados, visando obter notícias dos mesmos para seus familiares que aqui ficaram? Quantas pessoas procuram grupos espíritas querendo notícias dos entes que “partiram”? Será que a finalidade da mediunidade é essa?
Continua no link
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/11/tecnicas-para-noticias-de-desencarnados.html
Saudações,
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
http://espiridigi.net
*
22 de nov. de 2010
Obsessão Espiritual
*
Obsessão Espiritual
Obsessão espiritual, causa das grandes angústias humanas
Para garantir-nos contra a sua influência urge fortalecer a fé pela renovação mental e pela prática do bem nos moldes dos códigos evangélicos
Confrades vez ou outra nos indagam por que viver na Terra é tão complicado e quase sempre tão amarga é a vida? Digo-lhes que essa sensação eventualmente pode ser uma aspiração à felicidade e à liberdade e que, algemado ao envoltório físico que nos serve de cárcere, aplicamo-nos a inúteis esforços para dele sair.
Contudo, alguns se abatem no desencorajamento, e a todo o instante reverberam suas lamentações. Mas é preciso resistir energicamente a essas sensações de desânimo e desesperanças, porque os sonhos para a felicidade de viver são intrínsecos a todos os homens, embora não a devamos sofregamente procurar somente na experiência material e transitória da vida terrena.
Texto completo: http://migre.me/2oCh6
*
Autor:
Jorge Hessen
Brasília-DF
*
Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Obsessão Espiritual
Obsessão espiritual, causa das grandes angústias humanas
Para garantir-nos contra a sua influência urge fortalecer a fé pela renovação mental e pela prática do bem nos moldes dos códigos evangélicos
Confrades vez ou outra nos indagam por que viver na Terra é tão complicado e quase sempre tão amarga é a vida? Digo-lhes que essa sensação eventualmente pode ser uma aspiração à felicidade e à liberdade e que, algemado ao envoltório físico que nos serve de cárcere, aplicamo-nos a inúteis esforços para dele sair.
Contudo, alguns se abatem no desencorajamento, e a todo o instante reverberam suas lamentações. Mas é preciso resistir energicamente a essas sensações de desânimo e desesperanças, porque os sonhos para a felicidade de viver são intrínsecos a todos os homens, embora não a devamos sofregamente procurar somente na experiência material e transitória da vida terrena.
Texto completo: http://migre.me/2oCh6
*
Autor:
Jorge Hessen
Brasília-DF
*
Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
5 de jun. de 2010
A Força das Palavras
*

A Força das Palavras
Temos ciência do poder que uma expressão verbal exerce sobre nossas emoções. Uma simples palavra, quando dita nas ocasiões “certas”, seja ela de estímulo ou de desestímulo, provoca indícios, em quem ouve, de que pode reagir, positivamente, e modificar a sua maneira de pensar sobre determinada circunstância da vida. Por outro lado, a mera palavra pronunciada em momento “inadequado” pode ser motivo de grandes dores morais. Nós não estamos habituados a refletir, sensatamente, sobre a força atuante que as palavras têm. A palavra, como uma articulação de sons provenientes de um determinado pensamento ligado a emoções e sentimentos específicos, serve como um detonador prático de tudo ligado a ela.
Muitas pessoas creem que o xingar é, “apenas”, uma resposta instintiva para algo doloroso e imprevisto como, por exemplo, bater a cabeça na quina do armário, uma topada inesperada em algum obstáculo ou, ainda, quando nos vemos diante de alguma frustração ou aborrecimento. Esses são os momentos mais comuns de as pessoas apelarem para as expressões de baixo calão, e muitos pesquisadores acreditam que eles “ajudam” a aliviar o estresse e a dissipar energia, da mesma forma que o choro para as crianças.
Todos os povos e religiões antigas possuíam ou possuem palavras consideradas sagradas e outras malditas, palavras que apresentam um poder de carga vibratória, assumindo mesmo, em certos casos, uma irretroatividade da mensagem, uma vez proferidas. Todos os idiomas possuem palavras obscenas, mas as que são consideradas como tal, o que elas significam, e o impacto que elas causam quando pronunciadas, mudam com o passar do tempo, assumindo novos sentidos. Em muitas línguas, palavras que, antes, eram consideradas tabus se tornaram comuns e outras passaram a ser entendidas como obscenidades.
Um estudo da Escola de Psicologia, da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport afirma que falar palavrão pode aliviar a dor física, posto que acelera o ritmo de batimentos cardíacos, o que pode diminuir a sensação de dor.(!?...) Para comprovar essa estranha tese, o psicólogo Richard Stephens decidiu investigar o papel das expressões ofensivas na resposta do corpo à dor, e propôs, a 64 voluntários, que colocassem suas mãos em baldes de água, cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles próprios. O batimento cardíaco dos voluntários foi medido durante a experiência e, realmente, mostrou-se mais acelerado quando eles falavam palavrões. Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, tentou mostrar que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho. Para tais estudiosos, falar palavrões provoca, não apenas, uma resposta emocional, mas, também, uma resposta física. Para tais estudiosos, falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal. (!?..)
Afirmam que, no início da infância, o choro é uma forma aceitável de demonstrar as emoções e aliviar estresse e ansiedade. Conforme as crianças crescem, principalmente os meninos, a sociedade ocidental os desencoraja a chorar, principalmente em público, mas elas, ainda, precisam de um escape para as emoções mais fortes, e é aí que apelam para os palavrões. A sociedade considera que palavrão é coisa de homem e não de mulher. A impressão que se tem é a de que as mulheres, que falam palavrões e xingam, quebram mais tabus sociais do que os homens. Elas, também, são mais julgadas e condenadas pelo uso de palavras obscenas. A sociedade, em geral, também, considera imorais as mulheres que falam palavrões e usam gírias. Estudos demonstram que o hemisfério esquerdo do cérebro é responsável pela linguagem. O hemisfério direito cria o conteúdo emocional. O processamento da expressão verbal é uma "alta" função do cérebro e ocorre no córtex cerebral que possui áreas pré-motoras e motoras que controlam a fala e a escrita. A área de Wernicke processa e reconhece as palavras faladas. O córtex pré-frontal controla a personalidade e o comportamento social adequado.
Por sua vez, as emoções e instintos são "baixas" funções do encéfalo e ocorrem no interior do cérebro. Muitos estudos sugerem que o cérebro processa os palavrões em regiões mais baixas, junto com as emoções e o instinto.
Cientistas concluíram que, em vez de processar um palavrão como uma série de fonemas, ou unidades sonoras que devem ser combinadas para formar uma palavra, o cérebro armazena os palavrões como unidades inteiras. Portanto, o cérebro não precisa da ajuda do hemisfério esquerdo para processá-las. Falar palavrões envolve, especificamente, o sistema límbico, que, também, hospeda a memória, as emoções e os comportamentos primários e o gânglio basal, que tem grande participação no controle de impulsos e funções motoras.
Estudos com ressonância magnética mostraram que as partes mais altas e mais baixas do cérebro podem brigar entre si quando uma pessoa xinga ou fala palavrão. “Por exemplo, cérebros de pessoas que se orgulham de ser educadas respondem a gírias e frases "ignorantes" da mesma forma que reagem a palavrões. Além disso, em estudos em que as pessoas devem identificar a cor em que uma palavra é escrita (no lugar da palavra correta), os palavrões distraem os participantes e os atrapalham no reconhecimento da cor.
Dizem os especialistas, que conseguimos lembrar de palavrões quatro vezes mais do que de outras palavras. Falar palavrões, também, pode ser um sintoma de doença ou um resultado de danos a partes do cérebro.(1)” Para muitos estudiosos, a tendência por falar coisas obscenas (palavrões), por qualquer motivo, é um indício de distúrbio, tanto psíquico quanto moral. Em verdade, teoricamente falando, a aparelhagem fonética do ser humano evoluiu em uma direção: a ideal para nosso aprimoramento espiritual.
Dos sons guturais emitidos por nossos antepassados hominídeos, passamos a uma grande gama de vocábulos, cujos significados intrínsecos ou explícitos são muito amplos. Assim, uma oração, oriunda dos bons pensamentos e originada do mais elevado sentimento, é um instrumento para o bem, para a beleza e para a perfeição divina, atuante, em nós, no ambiente e em prol do interlocutor. Contudo, uma maledicência, ou uma acusação, ou, ainda, um xingamento, ou mesmo um termo chulo, consubstanciam uma onda negativa de formas- pensamento, que atuam em moto contínuo, alimentados pela mente e pelos sentimentos, vibratoriamente, similares.
Por isso, fujamos de palavrões! Que de nossa boca sejam, apenas, emitidas palavras voltadas ao bem e à paz. Para esse objetivo, devemos intensificar o treinamento constante, pois que na vida social estamos viciados a lidar com nossa expressão verbal muito levianamente. Lembremos, porém, que sempre seremos responsáveis pelas consequências, diretas e indiretas, das palavras que proferimos a esmo.
Quem tem sede de se aprimorar, espiritualmente, deve analisar, com critério, o que verbaliza, diariamente. Espíritos elevados não se expressam de forma vulgar, pois fazem uso, unicamente, do verbo elevado.
*
Jorge Hessen
Site http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com
*
Leia mais:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2009/12/forca-da-palavra.html
*
Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*

A Força das Palavras
Temos ciência do poder que uma expressão verbal exerce sobre nossas emoções. Uma simples palavra, quando dita nas ocasiões “certas”, seja ela de estímulo ou de desestímulo, provoca indícios, em quem ouve, de que pode reagir, positivamente, e modificar a sua maneira de pensar sobre determinada circunstância da vida. Por outro lado, a mera palavra pronunciada em momento “inadequado” pode ser motivo de grandes dores morais. Nós não estamos habituados a refletir, sensatamente, sobre a força atuante que as palavras têm. A palavra, como uma articulação de sons provenientes de um determinado pensamento ligado a emoções e sentimentos específicos, serve como um detonador prático de tudo ligado a ela.
Muitas pessoas creem que o xingar é, “apenas”, uma resposta instintiva para algo doloroso e imprevisto como, por exemplo, bater a cabeça na quina do armário, uma topada inesperada em algum obstáculo ou, ainda, quando nos vemos diante de alguma frustração ou aborrecimento. Esses são os momentos mais comuns de as pessoas apelarem para as expressões de baixo calão, e muitos pesquisadores acreditam que eles “ajudam” a aliviar o estresse e a dissipar energia, da mesma forma que o choro para as crianças.
Todos os povos e religiões antigas possuíam ou possuem palavras consideradas sagradas e outras malditas, palavras que apresentam um poder de carga vibratória, assumindo mesmo, em certos casos, uma irretroatividade da mensagem, uma vez proferidas. Todos os idiomas possuem palavras obscenas, mas as que são consideradas como tal, o que elas significam, e o impacto que elas causam quando pronunciadas, mudam com o passar do tempo, assumindo novos sentidos. Em muitas línguas, palavras que, antes, eram consideradas tabus se tornaram comuns e outras passaram a ser entendidas como obscenidades.
Um estudo da Escola de Psicologia, da Universidade de Keele, na Inglaterra, publicado pela revista especializada NeuroReport afirma que falar palavrão pode aliviar a dor física, posto que acelera o ritmo de batimentos cardíacos, o que pode diminuir a sensação de dor.(!?...) Para comprovar essa estranha tese, o psicólogo Richard Stephens decidiu investigar o papel das expressões ofensivas na resposta do corpo à dor, e propôs, a 64 voluntários, que colocassem suas mãos em baldes de água, cheios de gelo, enquanto falavam um palavrão escolhido por eles próprios. O batimento cardíaco dos voluntários foi medido durante a experiência e, realmente, mostrou-se mais acelerado quando eles falavam palavrões. Um estudo anterior, da Universidade de Norwich, tentou mostrar que o uso de palavrões ajuda a diminuir o estresse no ambiente de trabalho. Para tais estudiosos, falar palavrões provoca, não apenas, uma resposta emocional, mas, também, uma resposta física. Para tais estudiosos, falar palavrões existe há séculos e é quase um fenômeno linguístico humano universal. (!?..)
Afirmam que, no início da infância, o choro é uma forma aceitável de demonstrar as emoções e aliviar estresse e ansiedade. Conforme as crianças crescem, principalmente os meninos, a sociedade ocidental os desencoraja a chorar, principalmente em público, mas elas, ainda, precisam de um escape para as emoções mais fortes, e é aí que apelam para os palavrões. A sociedade considera que palavrão é coisa de homem e não de mulher. A impressão que se tem é a de que as mulheres, que falam palavrões e xingam, quebram mais tabus sociais do que os homens. Elas, também, são mais julgadas e condenadas pelo uso de palavras obscenas. A sociedade, em geral, também, considera imorais as mulheres que falam palavrões e usam gírias. Estudos demonstram que o hemisfério esquerdo do cérebro é responsável pela linguagem. O hemisfério direito cria o conteúdo emocional. O processamento da expressão verbal é uma "alta" função do cérebro e ocorre no córtex cerebral que possui áreas pré-motoras e motoras que controlam a fala e a escrita. A área de Wernicke processa e reconhece as palavras faladas. O córtex pré-frontal controla a personalidade e o comportamento social adequado.
Por sua vez, as emoções e instintos são "baixas" funções do encéfalo e ocorrem no interior do cérebro. Muitos estudos sugerem que o cérebro processa os palavrões em regiões mais baixas, junto com as emoções e o instinto.
Cientistas concluíram que, em vez de processar um palavrão como uma série de fonemas, ou unidades sonoras que devem ser combinadas para formar uma palavra, o cérebro armazena os palavrões como unidades inteiras. Portanto, o cérebro não precisa da ajuda do hemisfério esquerdo para processá-las. Falar palavrões envolve, especificamente, o sistema límbico, que, também, hospeda a memória, as emoções e os comportamentos primários e o gânglio basal, que tem grande participação no controle de impulsos e funções motoras.
Estudos com ressonância magnética mostraram que as partes mais altas e mais baixas do cérebro podem brigar entre si quando uma pessoa xinga ou fala palavrão. “Por exemplo, cérebros de pessoas que se orgulham de ser educadas respondem a gírias e frases "ignorantes" da mesma forma que reagem a palavrões. Além disso, em estudos em que as pessoas devem identificar a cor em que uma palavra é escrita (no lugar da palavra correta), os palavrões distraem os participantes e os atrapalham no reconhecimento da cor.
Dizem os especialistas, que conseguimos lembrar de palavrões quatro vezes mais do que de outras palavras. Falar palavrões, também, pode ser um sintoma de doença ou um resultado de danos a partes do cérebro.(1)” Para muitos estudiosos, a tendência por falar coisas obscenas (palavrões), por qualquer motivo, é um indício de distúrbio, tanto psíquico quanto moral. Em verdade, teoricamente falando, a aparelhagem fonética do ser humano evoluiu em uma direção: a ideal para nosso aprimoramento espiritual.
Dos sons guturais emitidos por nossos antepassados hominídeos, passamos a uma grande gama de vocábulos, cujos significados intrínsecos ou explícitos são muito amplos. Assim, uma oração, oriunda dos bons pensamentos e originada do mais elevado sentimento, é um instrumento para o bem, para a beleza e para a perfeição divina, atuante, em nós, no ambiente e em prol do interlocutor. Contudo, uma maledicência, ou uma acusação, ou, ainda, um xingamento, ou mesmo um termo chulo, consubstanciam uma onda negativa de formas- pensamento, que atuam em moto contínuo, alimentados pela mente e pelos sentimentos, vibratoriamente, similares.
Por isso, fujamos de palavrões! Que de nossa boca sejam, apenas, emitidas palavras voltadas ao bem e à paz. Para esse objetivo, devemos intensificar o treinamento constante, pois que na vida social estamos viciados a lidar com nossa expressão verbal muito levianamente. Lembremos, porém, que sempre seremos responsáveis pelas consequências, diretas e indiretas, das palavras que proferimos a esmo.
Quem tem sede de se aprimorar, espiritualmente, deve analisar, com critério, o que verbaliza, diariamente. Espíritos elevados não se expressam de forma vulgar, pois fazem uso, unicamente, do verbo elevado.
*
Jorge Hessen
Site http://jorgehessen.net
jorgehessen@gmail.com
*
Leia mais:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2009/12/forca-da-palavra.html
*
Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
29 de mai. de 2010
Espiritismo
*

O ESPIRITISMO DESEJÁVEL É AQUELE DAS ORIGENS,
O QUE NOS FAZ LEMBRAR JESUS
Circula pela Internet mensagem atribuída a Frei Beto. Pois bem! "se non e vero, e bene trovato" na essência é possível que sacerdote tenha dito: "as escrituras registram que Jesus passou a vida fazendo o bem , o mesmo se aplica a Francisco de Paula Cândido Xavier, o mais famoso kardecista brasileiro e um dos autores mais lido do País”.
Segundo o frei “nos meios católicos contavam-se horrores a respeito do médium de Uberaba. Espíritas e protestantes eram "queimados" na fogueira dos preconceitos até que o papa João XXIII, nos anos 60, abriu as portas da Igreja Católica ao ecumenismo.” Arremata magistralmente o Frei: “Chico Xavier é cristão na fé e na prática.
Famoso, fugiu da ribalta. Poderoso, nunca enriqueceu. Objeto de peregrinações a Uberaba, jamais posou de guru. Quem dera que nós, católicos, em vez de nos inquietar com os mortos que escrevem pela mão de Chico, seguíssemos, com os vivos, seu exemplo de bondade e amor".
*
Vide texto completo:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/05/o-espiritismo-desejavel-e-aquele-das.html#ixzz0pGa1wHIe
*
Jorge Hessen
*

O ESPIRITISMO DESEJÁVEL É AQUELE DAS ORIGENS,
O QUE NOS FAZ LEMBRAR JESUS
Circula pela Internet mensagem atribuída a Frei Beto. Pois bem! "se non e vero, e bene trovato" na essência é possível que sacerdote tenha dito: "as escrituras registram que Jesus passou a vida fazendo o bem , o mesmo se aplica a Francisco de Paula Cândido Xavier, o mais famoso kardecista brasileiro e um dos autores mais lido do País”.
Segundo o frei “nos meios católicos contavam-se horrores a respeito do médium de Uberaba. Espíritas e protestantes eram "queimados" na fogueira dos preconceitos até que o papa João XXIII, nos anos 60, abriu as portas da Igreja Católica ao ecumenismo.” Arremata magistralmente o Frei: “Chico Xavier é cristão na fé e na prática.
Famoso, fugiu da ribalta. Poderoso, nunca enriqueceu. Objeto de peregrinações a Uberaba, jamais posou de guru. Quem dera que nós, católicos, em vez de nos inquietar com os mortos que escrevem pela mão de Chico, seguíssemos, com os vivos, seu exemplo de bondade e amor".
*
Vide texto completo:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/05/o-espiritismo-desejavel-e-aquele-das.html#ixzz0pGa1wHIe
*
Jorge Hessen
*
1 de mar. de 2010
Elitização do Espiritismo
*

1 de março de 2010
INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS”
Que os dirigentes espíritas, sobretudo os comprometidos com órgãos “unificadores”, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar, conforme lembrava Chico Xavier. Devemos primar pela simplicidade doutrinária e evitar tudo aquilo que lembre castas, discriminações, evidências individuais, privilégios injustificáveis, imunidades, prioridades, industrialização dos eventos doutrinários.
Os eventos devem ser realizados, gratuitamente, para que todos, sem exceção, tenham acesso a eles. Os Congressos, Encontros, Simpósios, etc., precisam ser estruturados com vistas a uma programação aberta a todos e de interesse do Espiritismo, e não para servirem de ribalta aos intelectuais com titulação acadêmica, como um "passaporte" para traduzirem "melhor" os conceitos kardecianos. Não há como “compreender o Espiritismo sem Jesus e sem Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que o projeto da Terceira Revelação alcance os fins a que se propõe.” (1)
"A presença do elitismo nas atividades doutrinárias (...) vai expondo-nos a dogmatização dos conceitos espíritas na forma do Espiritismo para pobres, para ricos, para intelectuais, para incultos.” (2) Infelizmente, alguns se perdem nos labirintos das promoções de shows de elitismo nos chamados “Congressos”. Patrocinam eventos para espíritas endinheirados, e, sem qualquer inquietação espiritual, sem quaisquer escrúpulos, cobram altas taxas dos interessados, momento em que a idéia tão almejada de “unificação” se perde no tempo. Conhecemos Federativa que chega a desembolsar R$. 90.000,00 (noventa mil reais); isso mesmo! 90 mil, para promover evento destinado a 3, 4, 5.000 (cinco mil) pessoas. A pergunta que não quer calar é: será que o Espiritismo necessita desses eventos "grandiosos"? Cobrar taxa em eventos espíritas é incorrer nos mesmíssimos e seculares erros da Igreja, que, ainda, hoje, cobra todo tipo de serviço que presta à sociedade. É a elitização da cultura doutrinária.
Sobre isso, Divaldo Franco elucida na Revista O Espírita, edição de 1992, o seguinte: “é lentamente que os vícios penetram nos organismos individuais e coletivos da sociedade. A cobrança desta e daquela natureza, repetindo velhos erros das religiões ortodoxas do passado, caracteriza-se ambição injustificável, induzindo-nos a erros que se podem agravar e de difícil erradicação futura. Temos responsabilidade com a Casa Espírita, deveres para com ela, para com o próximo e, entre esses deveres, o da divulgação ressalta como uma das mais belas expressões da caridade que podemos fazer ao Espiritismo, conforme conceitua Emmanuel, através da mediunidade abençoada de Chico Xavier. Nos eventos essencialmente espíritas, deveremos nós, os militantes na doutrina, assumir as responsabilidades, evitando criar constrangimentos naqueles que, de uma ou de outra maneira, necessitem de beneficiar-se para, em assimilando a doutrina, libertarem-se do jogo das paixões, encontrando a verdade. O dar de graça, conforme de graça nos chega, é determinação evangélica que não pode ser esquecida, e qualquer tentativa de elitização da cultura doutrinária, a detrimento da generalização do ensino a todas as criaturas, é um desvio intolerável em nosso comportamento espírita.” (3)
As Federativas Espíritas devem envidar todos os esforços para que não haja a necessidade de qualquer cobrança de taxa de inscrição dos participantes de Congressos, procurando fazer frente aos custos do evento. Para esse mister devem buscar viabilizar, previamente, os recursos financeiros através de cotização espontânea de confrades bem aquinhoados. Realizar promoções, doutrinariamente, recomendáveis para angariar fundos. Os dirigentes devem preservar o Espiritismo contra os programas marginais, atraentes e, aparentemente, fraternistas, que nos desviam da rota legítima para as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas.
A Doutrina Espírita é o convite à liberdade de pensamento, tem movimento próprio, por isso, urge deixar fluir naturalmente, seguindo-lhe a direção que repousa, invariavelmente, nas mãos do Cristo. Chico Xavier já advertia, em 1977, que "É preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e deles nos aproximarmos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco, estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...).” (4)
Não reprovamos os Congressos, Simpósios, Seminários, encontros necessários à divulgação e à troca de experiências, mas, a Doutrina Espírita não pode se trancar nas salas de convenções luxuosas, não se enclausurar nos anfiteatros acadêmicos e nem se escravizar a grupos fechados. À semelhança do Cristianismo, dos tempos apostólicos, o Espiritismo é dos Centros Espíritas simples, localizados nos morros, nas favelas, nos subúrbios, nas periferias e cidades satélites de Brasília; e não nos venham com a retórica vazia de que estamos propondo, neste artigo, alguma coisa que lembre um tipo de “elitismo às avessas”. Graças a Deus (!), há muitos Centros Espíritas bem dirigidos em vários municípios do País. Por causa desses Núcleos Espíritas e médiuns humildes, o Espiritismo haverá de se manter simples e coerente, no Brasil e, quiçá, no Mundo, conforme os Benfeitores do Senhor o entregaram a Allan Kardec. Assim, esperamos!
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net/
jorgehessen@gmail.com
Fontes:
(1) Cf. Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no Livro intitulado Encontro no Tempo, org. Hércio M.C. Arantes, Editora IDE/SP/1979
(2) Editorial da Revista O Espírita, ano 11 numero 57-jan/mar/90.
(3) Revista O Espírita/DF, ano 1992- Página “Tribuna Espírita” –Divaldo Responde- pag. 16
(4) Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no Livro intitulado Encontro no Tempo, org. Hércio M.C. Arantes, Editora IDE/SP/1979.
*
Fonte:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/03/industrializacao-de-eventos-espiritas.html
*
Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*

1 de março de 2010
INDUSTRIALIZAÇÃO DE EVENTOS ESPÍRITAS "GRANDIOSOS”
Que os dirigentes espíritas, sobretudo os comprometidos com órgãos “unificadores”, compreendam e sintam que o Espiritismo veio para o povo e com ele dialogar, conforme lembrava Chico Xavier. Devemos primar pela simplicidade doutrinária e evitar tudo aquilo que lembre castas, discriminações, evidências individuais, privilégios injustificáveis, imunidades, prioridades, industrialização dos eventos doutrinários.
Os eventos devem ser realizados, gratuitamente, para que todos, sem exceção, tenham acesso a eles. Os Congressos, Encontros, Simpósios, etc., precisam ser estruturados com vistas a uma programação aberta a todos e de interesse do Espiritismo, e não para servirem de ribalta aos intelectuais com titulação acadêmica, como um "passaporte" para traduzirem "melhor" os conceitos kardecianos. Não há como “compreender o Espiritismo sem Jesus e sem Kardec para todos, com todos e ao alcance de todos, a fim de que o projeto da Terceira Revelação alcance os fins a que se propõe.” (1)
"A presença do elitismo nas atividades doutrinárias (...) vai expondo-nos a dogmatização dos conceitos espíritas na forma do Espiritismo para pobres, para ricos, para intelectuais, para incultos.” (2) Infelizmente, alguns se perdem nos labirintos das promoções de shows de elitismo nos chamados “Congressos”. Patrocinam eventos para espíritas endinheirados, e, sem qualquer inquietação espiritual, sem quaisquer escrúpulos, cobram altas taxas dos interessados, momento em que a idéia tão almejada de “unificação” se perde no tempo. Conhecemos Federativa que chega a desembolsar R$. 90.000,00 (noventa mil reais); isso mesmo! 90 mil, para promover evento destinado a 3, 4, 5.000 (cinco mil) pessoas. A pergunta que não quer calar é: será que o Espiritismo necessita desses eventos "grandiosos"? Cobrar taxa em eventos espíritas é incorrer nos mesmíssimos e seculares erros da Igreja, que, ainda, hoje, cobra todo tipo de serviço que presta à sociedade. É a elitização da cultura doutrinária.
Sobre isso, Divaldo Franco elucida na Revista O Espírita, edição de 1992, o seguinte: “é lentamente que os vícios penetram nos organismos individuais e coletivos da sociedade. A cobrança desta e daquela natureza, repetindo velhos erros das religiões ortodoxas do passado, caracteriza-se ambição injustificável, induzindo-nos a erros que se podem agravar e de difícil erradicação futura. Temos responsabilidade com a Casa Espírita, deveres para com ela, para com o próximo e, entre esses deveres, o da divulgação ressalta como uma das mais belas expressões da caridade que podemos fazer ao Espiritismo, conforme conceitua Emmanuel, através da mediunidade abençoada de Chico Xavier. Nos eventos essencialmente espíritas, deveremos nós, os militantes na doutrina, assumir as responsabilidades, evitando criar constrangimentos naqueles que, de uma ou de outra maneira, necessitem de beneficiar-se para, em assimilando a doutrina, libertarem-se do jogo das paixões, encontrando a verdade. O dar de graça, conforme de graça nos chega, é determinação evangélica que não pode ser esquecida, e qualquer tentativa de elitização da cultura doutrinária, a detrimento da generalização do ensino a todas as criaturas, é um desvio intolerável em nosso comportamento espírita.” (3)
As Federativas Espíritas devem envidar todos os esforços para que não haja a necessidade de qualquer cobrança de taxa de inscrição dos participantes de Congressos, procurando fazer frente aos custos do evento. Para esse mister devem buscar viabilizar, previamente, os recursos financeiros através de cotização espontânea de confrades bem aquinhoados. Realizar promoções, doutrinariamente, recomendáveis para angariar fundos. Os dirigentes devem preservar o Espiritismo contra os programas marginais, atraentes e, aparentemente, fraternistas, que nos desviam da rota legítima para as falsas veredas em que fulguram nomes pomposos e siglas variadas.
A Doutrina Espírita é o convite à liberdade de pensamento, tem movimento próprio, por isso, urge deixar fluir naturalmente, seguindo-lhe a direção que repousa, invariavelmente, nas mãos do Cristo. Chico Xavier já advertia, em 1977, que "É preciso fugir da tendência à ‘elitização’ no seio do movimento espírita (...) o Espiritismo veio para o povo. É indispensável que o estudemos junto com as massas mais humildes, social e intelectualmente falando, e deles nos aproximarmos (...). Se não nos precavermos, daqui a pouco, estaremos em nossas Casas Espíritas, apenas, falando e explicando o Evangelho de Cristo às pessoas laureadas por títulos acadêmicos ou intelectuais (...).” (4)
Não reprovamos os Congressos, Simpósios, Seminários, encontros necessários à divulgação e à troca de experiências, mas, a Doutrina Espírita não pode se trancar nas salas de convenções luxuosas, não se enclausurar nos anfiteatros acadêmicos e nem se escravizar a grupos fechados. À semelhança do Cristianismo, dos tempos apostólicos, o Espiritismo é dos Centros Espíritas simples, localizados nos morros, nas favelas, nos subúrbios, nas periferias e cidades satélites de Brasília; e não nos venham com a retórica vazia de que estamos propondo, neste artigo, alguma coisa que lembre um tipo de “elitismo às avessas”. Graças a Deus (!), há muitos Centros Espíritas bem dirigidos em vários municípios do País. Por causa desses Núcleos Espíritas e médiuns humildes, o Espiritismo haverá de se manter simples e coerente, no Brasil e, quiçá, no Mundo, conforme os Benfeitores do Senhor o entregaram a Allan Kardec. Assim, esperamos!
Jorge Hessen
http://jorgehessen.net/
jorgehessen@gmail.com
Fontes:
(1) Cf. Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no Livro intitulado Encontro no Tempo, org. Hércio M.C. Arantes, Editora IDE/SP/1979
(2) Editorial da Revista O Espírita, ano 11 numero 57-jan/mar/90.
(3) Revista O Espírita/DF, ano 1992- Página “Tribuna Espírita” –Divaldo Responde- pag. 16
(4) Entrevista concedida ao Dr. Jarbas Leone Varanda e publicada no jornal uberabense O Triângulo Espírita, de 20 de março de 1977, e publicada no Livro intitulado Encontro no Tempo, org. Hércio M.C. Arantes, Editora IDE/SP/1979.
*
Fonte:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/03/industrializacao-de-eventos-espiritas.html
*
Publicado em: SinapsesLinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
25 de fev. de 2010
Ciência e Espiritismo
*

Ciência e Espiritismo
Nos tempos medievais, havia o consenso de oposição entre fé e razão (Ciência e Religião). Entronizava-se o paradigma religioso, através do qual tudo era explicado pelas imposições religiosas. Na Renascença, ocorreu a revolução do pensamento científico, mormente a partir de Galileu e, posteriormente, de Newton. A partir deles, o homem modificou a maneira de ver e interpretar o mundo, irrompeu-se um novo enfoque - o científico, desintegrando-se os medievais métodos religiosos. Nos fenômenos espirituais (metafísicos), defrontamos com limitações no que se refere à experimentação científica. Esta classe de fenômenos é, ainda, muito pouco estudada, quando comparada com outros objetos de estudo das ciências ortodoxas. Para Eduardo Marino, professor titular de física, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e membro da Academia Brasileira de Ciências, hoje, apesar de ainda polêmico, há coexistência entre Ciência e espiritualidade, configurando-se em novo paradigma acadêmico.
Em 1962, Thomas Kuhn, introduziu o conceito de paradigma (1). Atualmente, paira um clima de inexatidão racional, compatível com o livre-exame e incompatível com todo princípio que se pretenda absoluto. O físico Fritjof Capra é, totalmente, aberto à metafísica e crê ser capaz de fornecer a matéria-prima para a elaboração de hipóteses experimentais. Em 1975, declarou, em seu livro, "O Tao da Física", que "o método científico de abstração é muito eficaz e possante, mas não devemos lhe pagar o preço, pois existem outras aproximações possíveis da realidade". (2) A rigor, "os inconcebíveis fenômenos da percepção extrasensorial parecem, de certo modo, menos absurdos, comparados aos inconcebíveis fenômenos da física". (3)
De toda classe de fenômenos, os ditos fenômenos espirituais são os menos redutíveis e controláveis e, por isso, mais distantes de atingir aqueles pretensos requisitos que dão o status de Ciência ou "mais ciência que as outras". O fato de não se conseguir precisão e controle tão apurados, como nas Ciências exatas, não significa que os métodos e técnicas das Ciências que investigam a espiritualidade sejam menos eficazes ou mais limitados. Os fenômenos quânticos, por exemplo; mas outros tantos campos, como a teoria do caos, revelam, de maneira mais profunda, que quase nada é perfeitamente preciso e controlável. O genial lionês não caiu na psicose de adequação ao paradigma materialista, positivista e reducionista das Ciências do Século XIX. Contudo, preservou características fundamentais a fim de dar um caráter de cientificidade à Terceira Revelação.
O nó da questão é que o "espiritual", no senso comum, tende ao "sobrenatural", destarte, não pode ser testado. Ora, não podendo ser testado e verificado, não pode ser científico. Por isso, para que exista uma "ciência espiritual" é preciso que este elemento não seja "sobrenatural" a fim de que possa ser observado e testado. Porém, o fato de ser natural não significa que seja material e nem, tampouco, que esteja sujeito aos mesmos meios de verificação da matéria. Alguns fenômenos quânticos possuem a característica de serem imprevisíveis e determinados por causas "imateriais". Além disso, tem-se comprovado a participação da consciência do observador como elemento determinante no desenrolar de fenômenos físicos.
Para a teoria quântica, a matéria nem possui uma existência física real, mas uma probabilidade à existência. O que faz a matéria emergir do universo probalístico, para irromper como onda ou partícula, é a consciência do observador. Por isso, observador e coisa observada formam um único e mesmo sistema. A consciência, mais do que interferir sobre a matéria, é o elemento que torna possível a própria existência da matéria analisada e, como ela não pode ser causa e efeito ao mesmo tempo, é necessário admitir que consciência e matéria possuem naturezas distintas.
O Espiritismo, desde o princípio, reconheceu que a crença e o estado de espírito do observador têm influência direta sobre estes fenômenos e, ao invés de ignorar esse fato, considera-o como elemento fundamental para o sucesso na observação de fenômenos mediúnicos. Embora o Espiritismo trate de assuntos que escapam ao domínio das ciências clássicas, que se circunscrevem aos fenômenos físicos, Kardec, no Século XIX, escreveu que o "Espiritismo e a ciência se completam, reciprocamente". (4)
Quando citamos ciência e espiritualidade, não estamos referindo a coisas incompatíveis e opostas. Todavia, devemos reconhecer que o objeto fundamental do Espiritismo não se pode comparar ao das ciências tradicionais, salvo nas interfaces ou nos pontos comuns. A Ciência, emancipada da fé, estabeleceu seus métodos de investigação, como meio de se aproximar da realidade, baseando-se em provas, princípios, argumentações e demonstrações que garantam a sua legítima validade.
Em verdade, o Espiritismo toca domínios, até agora, reservados às religiões. Porém, em metodologia, o Espiritismo difere, radicalmente, das religiões tradicionais, porque rejeita a fé dogmática, a crença cega, as práticas ritualizadas, o culto exterior ou esotérico. "Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à religião, incompatíveis com as suas necessidades de sentimento, não é razoável que a religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio." (5)
Os que declaram que os fenômenos Espíritas não são objetos da Ciência, não sabem o que dizem, pois que "O objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual, (...) uma das forças da natureza, que reage, incessante e reciprocamente, sobre o princípio material." (6)
O genial lyonês afirma que "Espiritismo e Ciência se completam, reciprocamente. A Ciência, sem o Espiritismo, acha-se na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse; esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal" (7)
O Codificador lembra, ainda, que "O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, ele se modificará sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará." (8)
Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
FONTES:
(1) Os paradigmas são descobertas científicas universalmente reconhecidas que, por um tempo, fornecem a uma comunidade de pesquisadores problemas típicos e soluções
(2) Cf. Kempf Charles, artigo O Espiritismo é uma Ciência? Traduzido por: Paulo A. Ferreira, revisado por: Lúcia F. Ferreira, disponível acesso em 07-04-08
(3) Koestler , Arthur. As Razões da Coincidência, RJ: editora Nova Fronteira, 1972
(4) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, Cap. 1, parágrafo 16,
(5) Xavier, F. Cândido, Segue-me, ditada pelo Espírito Emmanuel, SP: 7.ed. Matão, Editora O CLARIM, 1994
(6) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, Cap. "Os milagres e as predições segundo o Espiritismo", item 16v (7) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1984, p. 37
(8) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, cap. 1, item 55
*
Leia mais: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/02/coexistencia-entre-ciencia-e.html#ixzz0gXYcTTrD
*

Ciência e Espiritismo
Nos tempos medievais, havia o consenso de oposição entre fé e razão (Ciência e Religião). Entronizava-se o paradigma religioso, através do qual tudo era explicado pelas imposições religiosas. Na Renascença, ocorreu a revolução do pensamento científico, mormente a partir de Galileu e, posteriormente, de Newton. A partir deles, o homem modificou a maneira de ver e interpretar o mundo, irrompeu-se um novo enfoque - o científico, desintegrando-se os medievais métodos religiosos. Nos fenômenos espirituais (metafísicos), defrontamos com limitações no que se refere à experimentação científica. Esta classe de fenômenos é, ainda, muito pouco estudada, quando comparada com outros objetos de estudo das ciências ortodoxas. Para Eduardo Marino, professor titular de física, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e membro da Academia Brasileira de Ciências, hoje, apesar de ainda polêmico, há coexistência entre Ciência e espiritualidade, configurando-se em novo paradigma acadêmico.
Em 1962, Thomas Kuhn, introduziu o conceito de paradigma (1). Atualmente, paira um clima de inexatidão racional, compatível com o livre-exame e incompatível com todo princípio que se pretenda absoluto. O físico Fritjof Capra é, totalmente, aberto à metafísica e crê ser capaz de fornecer a matéria-prima para a elaboração de hipóteses experimentais. Em 1975, declarou, em seu livro, "O Tao da Física", que "o método científico de abstração é muito eficaz e possante, mas não devemos lhe pagar o preço, pois existem outras aproximações possíveis da realidade". (2) A rigor, "os inconcebíveis fenômenos da percepção extrasensorial parecem, de certo modo, menos absurdos, comparados aos inconcebíveis fenômenos da física". (3)
De toda classe de fenômenos, os ditos fenômenos espirituais são os menos redutíveis e controláveis e, por isso, mais distantes de atingir aqueles pretensos requisitos que dão o status de Ciência ou "mais ciência que as outras". O fato de não se conseguir precisão e controle tão apurados, como nas Ciências exatas, não significa que os métodos e técnicas das Ciências que investigam a espiritualidade sejam menos eficazes ou mais limitados. Os fenômenos quânticos, por exemplo; mas outros tantos campos, como a teoria do caos, revelam, de maneira mais profunda, que quase nada é perfeitamente preciso e controlável. O genial lionês não caiu na psicose de adequação ao paradigma materialista, positivista e reducionista das Ciências do Século XIX. Contudo, preservou características fundamentais a fim de dar um caráter de cientificidade à Terceira Revelação.
O nó da questão é que o "espiritual", no senso comum, tende ao "sobrenatural", destarte, não pode ser testado. Ora, não podendo ser testado e verificado, não pode ser científico. Por isso, para que exista uma "ciência espiritual" é preciso que este elemento não seja "sobrenatural" a fim de que possa ser observado e testado. Porém, o fato de ser natural não significa que seja material e nem, tampouco, que esteja sujeito aos mesmos meios de verificação da matéria. Alguns fenômenos quânticos possuem a característica de serem imprevisíveis e determinados por causas "imateriais". Além disso, tem-se comprovado a participação da consciência do observador como elemento determinante no desenrolar de fenômenos físicos.
Para a teoria quântica, a matéria nem possui uma existência física real, mas uma probabilidade à existência. O que faz a matéria emergir do universo probalístico, para irromper como onda ou partícula, é a consciência do observador. Por isso, observador e coisa observada formam um único e mesmo sistema. A consciência, mais do que interferir sobre a matéria, é o elemento que torna possível a própria existência da matéria analisada e, como ela não pode ser causa e efeito ao mesmo tempo, é necessário admitir que consciência e matéria possuem naturezas distintas.
O Espiritismo, desde o princípio, reconheceu que a crença e o estado de espírito do observador têm influência direta sobre estes fenômenos e, ao invés de ignorar esse fato, considera-o como elemento fundamental para o sucesso na observação de fenômenos mediúnicos. Embora o Espiritismo trate de assuntos que escapam ao domínio das ciências clássicas, que se circunscrevem aos fenômenos físicos, Kardec, no Século XIX, escreveu que o "Espiritismo e a ciência se completam, reciprocamente". (4)
Quando citamos ciência e espiritualidade, não estamos referindo a coisas incompatíveis e opostas. Todavia, devemos reconhecer que o objeto fundamental do Espiritismo não se pode comparar ao das ciências tradicionais, salvo nas interfaces ou nos pontos comuns. A Ciência, emancipada da fé, estabeleceu seus métodos de investigação, como meio de se aproximar da realidade, baseando-se em provas, princípios, argumentações e demonstrações que garantam a sua legítima validade.
Em verdade, o Espiritismo toca domínios, até agora, reservados às religiões. Porém, em metodologia, o Espiritismo difere, radicalmente, das religiões tradicionais, porque rejeita a fé dogmática, a crença cega, as práticas ritualizadas, o culto exterior ou esotérico. "Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à religião, incompatíveis com as suas necessidades de sentimento, não é razoável que a religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio." (5)
Os que declaram que os fenômenos Espíritas não são objetos da Ciência, não sabem o que dizem, pois que "O objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual, (...) uma das forças da natureza, que reage, incessante e reciprocamente, sobre o princípio material." (6)
O genial lyonês afirma que "Espiritismo e Ciência se completam, reciprocamente. A Ciência, sem o Espiritismo, acha-se na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse; esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal" (7)
O Codificador lembra, ainda, que "O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, ele se modificará sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará." (8)
Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
Blog: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com
FONTES:
(1) Os paradigmas são descobertas científicas universalmente reconhecidas que, por um tempo, fornecem a uma comunidade de pesquisadores problemas típicos e soluções
(2) Cf. Kempf Charles, artigo O Espiritismo é uma Ciência? Traduzido por: Paulo A. Ferreira, revisado por: Lúcia F. Ferreira, disponível acesso em 07-04-08
(3) Koestler , Arthur. As Razões da Coincidência, RJ: editora Nova Fronteira, 1972
(4) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, Cap. 1, parágrafo 16,
(5) Xavier, F. Cândido, Segue-me, ditada pelo Espírito Emmanuel, SP: 7.ed. Matão, Editora O CLARIM, 1994
(6) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, Cap. "Os milagres e as predições segundo o Espiritismo", item 16v (7) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, RJ: Ed. FEB, 1984, p. 37
(8) Kardec, Allan. A Gênese, RJ: Ed. FEB, 2003, cap. 1, item 55
*
Leia mais: http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/2010/02/coexistencia-entre-ciencia-e.html#ixzz0gXYcTTrD
*
2 de jun. de 2009
26 de mar. de 2009
Ação e Reação
*

Ação e Reação
LEI DE AÇÃO E REAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO, PODE O HOMEM SOBREVIVER ÀS TRAGÉDIAS HUMANAS?
(21.02.09)
Por que determinadas pessoas escapam da morte em acidentes aéreos, naufrágios, incêndios e outras situações trágicas? Alguns explicam, superestimando os papéis da "sorte" e do destino; outros destacam o lugar da própria reação dos que se encontram em perigo real. Amanda Ripley, em o livro "Impensável - Como e Por que as Pessoas Sobrevivem a Desastres", diz que "qualquer que seja o desastre, partimos praticamente do mesmo ponto e passamos por três fases distintas." A primeira etapa é a da negação, na qual tentamos achar formas de provar para nós mesmos que aquilo não está acontecendo. A Segunda fase é a deliberação, fase em que notamos que algo está incrivelmente fora da ordem e passamos a ponderar sobre as opções possíveis. Por fim, com a aceitação do fato de que estamos em perigo e com a contemplação de soluções, chega a hora da fase final, a da ação. "(1)
Normalmente, diante do desfile de horrores decorrentes de uma tragédia, boa parte das vítimas fica, simplesmente, paralisada. Pesquisas recentes mostram que pessoas confiantes (dotadas de uma espécie de fé) tendem a se sair bem em catástrofes. Sua forma de pensar atenua os efeitos devastadores do medo extremo. Muitos que enfrentam crises, e se recuperam bem delas, tendem a contar com três vantagens: acreditam que podem influenciar o que acontece em sua volta; conseguem encontrar sentido no caos da vida moderna; estão convencidos de que podem aprender com as experiências, sejam elas boas ou ruins. Num processo contínuo de disciplina, quanto mais controle tivermos sobre as nossas reações e atitudes, maiores serão as chances de sairmos vivos de uma catástrofe, por exemplo, defendem os pesquisadores.
Alguns se referem ao destino como não sendo uma palavra vã. Crêem, dependendo da posição que ocupamos na Terra, e das funções que aqui desempenhamos em conseqüência do gênero de vida que escolhemos, ser expiação ou missão. Muitas vezes, parece que somos perseguidos por uma espécie de fatalidade, independente da maneira por que procedamos. São, no entanto, provas que nos cabe sofrer e que escolhemos antes de reencarnarmos. Todavia, lançamos à conta do fatalismo o que, na verdade, é, apenas, consequência de nossas próprias faltas, motivo pelo qual é urgente higienizarmos a consciência em meio aos deslizes morais que nos afligem, para alcançarmos uma efetiva harmonia íntima, que nos capacite enfrentar quaisquer desafios, inclusive tragédias.
Nunca há fatalidade nos atos da vida moral, mas, no que concerne à morte física, à desencarnação, achamo-nos submetidos, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por não podermos escapar à sentença que nos marca o termo da existência, nem ao gênero de morte que haverá de cortar o fio da existência física. Ainda, sobre a fatalidade, lembremos que ela existe, unicamente, pelas provas requeridas por nós ou por proposta dos guias espirituais, antes da reencarnação, mas sempre de forma lucrativa para o espírito. Uma vez aceitas ou compulsoriamente estabelecidas, cria-se um calendário a ser cumprido, uma espécie de roteiro fatal para nós, que é a conseqüência mesma da posição em que nos achamos situados. Considerando, aqui, as provações a que somos submetidos, é de fundamental importância sabermos que elas podem mudar de curso, dependendo de como usamos o livre-arbítrio, se para o bem ou se para o mal, pois sempre somos senhores da nossa vontade, de ceder ou de resistir.
Uma coisa é importante discutir no debate, ou seja, a proteção espiritual. Ao nos depararmos fraquejando, um bom Espírito pode nos socorrer, mas, obviamente, sem influir sobre nós de maneira absoluta, ao ponto de dominar nossa vontade. Todos nós temos os nossos amigos protetores no além, lídimos guardiões, segundo as nossas condições evolutivas. Entretanto, é necessário lembrar que há uma hierarquia em todos os planos, tendo em vista que, quando o problema escapa à competência do espírito protetor, este solicita do seu superior a necessária intervenção. Todavia, os pormenores dos fatos que nos ocorrem, esses ficam subordinados às circunstâncias que criamos pelas experiências, sendo que, também, nessas circunstâncias, podemos ser influenciados pelos pensamentos que sugiram os bons Espíritos.
Não podemos acreditar que tudo o que nos sucede "esteja escrito" nas linhas do destino, como costumam dizer. Um acontecimento qualquer pode ser a conseqüência de um ato que praticamos por livre vontade, de tal sorte que, se não o houvéssemos praticado, o efeito poderia não se materializar. O fato de sermos surpreendidos, algumas vezes, em situação de perigo, constitui um mecanismo de alerta, endereçado pelos guias espirituais, a fim de nos desviarmos do mal e nos tornarmos melhores. Se escaparmos a esse perigo, quando ainda estivermos sob a impressão do risco que corremos, é sinal de que estamos sensíveis à influência dos Espíritos bons. Porém, se persistirmos rebeldes em não aceitarmos os convites superiores do bem, o obsessor, ou seja, o mau Espírito (digo mau, subentendendo o mal que ainda existe nele), vincula-se a nós, interferindo em nossas mentes, sugerindo-nos pensamentos depressivos, num processo perverso de vingança. Em verdade, através dos perigos que corremos, Deus nos adverte quanto à nossa fraqueza e a fragilidade da nossa existência. Se examinarmos a causa e a natureza do perigo, verificaremos que, quase sempre, suas conseqüências teriam sido a correção (punição?) de uma falta cometida ou da negligência no cumprimento de um dever. Deus, por essa forma, exorta-nos a um mergulho na própria consciência a fim de retificar a caminhada.
Na vida, tudo tem uma razão de ser, nada ocorre por acaso conosco, ainda mesmo quando as situações se nos afigurem trágicas. Antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos de antanho, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de Causa e Efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida, porque "o amor cobre uma multidão de pecados." (2)
Como disse antes, "fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só é o instante da morte" (3), pois, como disseram os Espíritos a Kardec: "quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada "te livrará" e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirá da terra", "pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência".(4) Mais, ainda: "Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos".(5) A fatalidade só existe como algo temporário, frente à nossa condição de imortais, com a finalidade de "retomada de rumo". Fatalidade e destino inflexível não se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem crê ser "vítima da fatalidade", culpa somente o mundo exterior pelos seus sofrimentos e se recusa a admitir a conexão que existe entre ação e reação.
Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
FONTES:
1 Ripley, Amanda. "Impensável - Como e Por que as Pessoas Sobrevivem a Desastres, Rio de Janeiro: Editora Globo, 2008
2 Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8
3 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, pergs. 851 a 867
4 idem
5 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979,
*
Original:
http://jorgehessen.net/
*
Publicado no SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Conheça: SinapsesArtes:
http://sinapsesartes.blogspot.com/
*
Conheça: Janelas da Alma
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
*

Ação e Reação
LEI DE AÇÃO E REAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO, PODE O HOMEM SOBREVIVER ÀS TRAGÉDIAS HUMANAS?
(21.02.09)
Por que determinadas pessoas escapam da morte em acidentes aéreos, naufrágios, incêndios e outras situações trágicas? Alguns explicam, superestimando os papéis da "sorte" e do destino; outros destacam o lugar da própria reação dos que se encontram em perigo real. Amanda Ripley, em o livro "Impensável - Como e Por que as Pessoas Sobrevivem a Desastres", diz que "qualquer que seja o desastre, partimos praticamente do mesmo ponto e passamos por três fases distintas." A primeira etapa é a da negação, na qual tentamos achar formas de provar para nós mesmos que aquilo não está acontecendo. A Segunda fase é a deliberação, fase em que notamos que algo está incrivelmente fora da ordem e passamos a ponderar sobre as opções possíveis. Por fim, com a aceitação do fato de que estamos em perigo e com a contemplação de soluções, chega a hora da fase final, a da ação. "(1)
Normalmente, diante do desfile de horrores decorrentes de uma tragédia, boa parte das vítimas fica, simplesmente, paralisada. Pesquisas recentes mostram que pessoas confiantes (dotadas de uma espécie de fé) tendem a se sair bem em catástrofes. Sua forma de pensar atenua os efeitos devastadores do medo extremo. Muitos que enfrentam crises, e se recuperam bem delas, tendem a contar com três vantagens: acreditam que podem influenciar o que acontece em sua volta; conseguem encontrar sentido no caos da vida moderna; estão convencidos de que podem aprender com as experiências, sejam elas boas ou ruins. Num processo contínuo de disciplina, quanto mais controle tivermos sobre as nossas reações e atitudes, maiores serão as chances de sairmos vivos de uma catástrofe, por exemplo, defendem os pesquisadores.
Alguns se referem ao destino como não sendo uma palavra vã. Crêem, dependendo da posição que ocupamos na Terra, e das funções que aqui desempenhamos em conseqüência do gênero de vida que escolhemos, ser expiação ou missão. Muitas vezes, parece que somos perseguidos por uma espécie de fatalidade, independente da maneira por que procedamos. São, no entanto, provas que nos cabe sofrer e que escolhemos antes de reencarnarmos. Todavia, lançamos à conta do fatalismo o que, na verdade, é, apenas, consequência de nossas próprias faltas, motivo pelo qual é urgente higienizarmos a consciência em meio aos deslizes morais que nos afligem, para alcançarmos uma efetiva harmonia íntima, que nos capacite enfrentar quaisquer desafios, inclusive tragédias.
Nunca há fatalidade nos atos da vida moral, mas, no que concerne à morte física, à desencarnação, achamo-nos submetidos, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por não podermos escapar à sentença que nos marca o termo da existência, nem ao gênero de morte que haverá de cortar o fio da existência física. Ainda, sobre a fatalidade, lembremos que ela existe, unicamente, pelas provas requeridas por nós ou por proposta dos guias espirituais, antes da reencarnação, mas sempre de forma lucrativa para o espírito. Uma vez aceitas ou compulsoriamente estabelecidas, cria-se um calendário a ser cumprido, uma espécie de roteiro fatal para nós, que é a conseqüência mesma da posição em que nos achamos situados. Considerando, aqui, as provações a que somos submetidos, é de fundamental importância sabermos que elas podem mudar de curso, dependendo de como usamos o livre-arbítrio, se para o bem ou se para o mal, pois sempre somos senhores da nossa vontade, de ceder ou de resistir.
Uma coisa é importante discutir no debate, ou seja, a proteção espiritual. Ao nos depararmos fraquejando, um bom Espírito pode nos socorrer, mas, obviamente, sem influir sobre nós de maneira absoluta, ao ponto de dominar nossa vontade. Todos nós temos os nossos amigos protetores no além, lídimos guardiões, segundo as nossas condições evolutivas. Entretanto, é necessário lembrar que há uma hierarquia em todos os planos, tendo em vista que, quando o problema escapa à competência do espírito protetor, este solicita do seu superior a necessária intervenção. Todavia, os pormenores dos fatos que nos ocorrem, esses ficam subordinados às circunstâncias que criamos pelas experiências, sendo que, também, nessas circunstâncias, podemos ser influenciados pelos pensamentos que sugiram os bons Espíritos.
Não podemos acreditar que tudo o que nos sucede "esteja escrito" nas linhas do destino, como costumam dizer. Um acontecimento qualquer pode ser a conseqüência de um ato que praticamos por livre vontade, de tal sorte que, se não o houvéssemos praticado, o efeito poderia não se materializar. O fato de sermos surpreendidos, algumas vezes, em situação de perigo, constitui um mecanismo de alerta, endereçado pelos guias espirituais, a fim de nos desviarmos do mal e nos tornarmos melhores. Se escaparmos a esse perigo, quando ainda estivermos sob a impressão do risco que corremos, é sinal de que estamos sensíveis à influência dos Espíritos bons. Porém, se persistirmos rebeldes em não aceitarmos os convites superiores do bem, o obsessor, ou seja, o mau Espírito (digo mau, subentendendo o mal que ainda existe nele), vincula-se a nós, interferindo em nossas mentes, sugerindo-nos pensamentos depressivos, num processo perverso de vingança. Em verdade, através dos perigos que corremos, Deus nos adverte quanto à nossa fraqueza e a fragilidade da nossa existência. Se examinarmos a causa e a natureza do perigo, verificaremos que, quase sempre, suas conseqüências teriam sido a correção (punição?) de uma falta cometida ou da negligência no cumprimento de um dever. Deus, por essa forma, exorta-nos a um mergulho na própria consciência a fim de retificar a caminhada.
Na vida, tudo tem uma razão de ser, nada ocorre por acaso conosco, ainda mesmo quando as situações se nos afigurem trágicas. Antes de reencarnarmos, sob o peso de débitos de antanho, somos informados, no além-túmulo, dos riscos a que estamos sujeitos, das formas pelas quais podemos quitar a dívida, porém, o fato, por si só, não é determinístico, até, porque, dependem de circunstâncias várias em nossas vidas a sua consumação, uma vez que a Lei de Causa e Efeito admite flexibilidade, quando o amor rege a vida, porque "o amor cobre uma multidão de pecados." (2)
Como disse antes, "fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só é o instante da morte" (3), pois, como disseram os Espíritos a Kardec: "quando é chegado o momento de retorno para o Plano Espiritual, nada "te livrará" e frequentemente o Espírito também sabe o gênero de morte por que partirá da terra", "pois isso lhe foi revelado quando fez a escolha desta ou daquela existência".(4) Mais, ainda: "Graças à Lei de Ação e Reação e ao Livre-Arbítrio, o homem pode evitar acontecimentos que deveriam realizar-se, como também permitir outros que não estavam previstos".(5) A fatalidade só existe como algo temporário, frente à nossa condição de imortais, com a finalidade de "retomada de rumo". Fatalidade e destino inflexível não se coadunam com os preceitos kardecianos. Quem crê ser "vítima da fatalidade", culpa somente o mundo exterior pelos seus sofrimentos e se recusa a admitir a conexão que existe entre ação e reação.
Jorge Hessen
E-Mail: jorgehessen@gmail.com
Site: http://jorgehessen.net
FONTES:
1 Ripley, Amanda. "Impensável - Como e Por que as Pessoas Sobrevivem a Desastres, Rio de Janeiro: Editora Globo, 2008
2 Cf. Primeira Epístola de Pedro Cap. 4:8
3 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979, pergs. 851 a 867
4 idem
5 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed FEB, 1979,
*
Original:
http://jorgehessen.net/
*
Publicado no SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Conheça: SinapsesArtes:
http://sinapsesartes.blogspot.com/
*
Conheça: Janelas da Alma
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
*
16 de mar. de 2009
Honestidade
*

Estudo da semana:
EXISTE O "MEIO HONESTO", O "QUASE HONESTO", O "MAIS OU MENOS HONESTO?"
"Mais vale repelir dez verdades que admitir uma só mentira, uma só teoria falsa".Erasto(1)
Quando o tema diz respeito à HONESTIDADE de dirigentes e trabalhadores das hostes cristãs, o assunto é muito preocupante, ante as evidências. Uma delas, das mais dramáticas, refere-se a líderes religiosos que enriquecem - ficam milionários, eu diria -a custa do dinheiro arrecadado dos fiéis. Acresce-se, aqui, uma observação: Não sou o primeiro, o único, ou o último a divulgar esse cortejo de vícios, mas a Mídia, freqüentemente, anuncia e expõe tais fatos, francamente, abomináveis e com grande repercussão negativa. Proferimos palestras em vários centros sobre esse tema e destacamos da tribuna que o lídimo cristão é honesto em tudo que faz. Se alguém deve um centavo que seja, obrigatoriamente, tem que quitar esse débito com seu credor, por simples questão de honestidade.
Não se pode "fingir" que esqueceu a dívida. É indispensável haver transparência na prestação de contas, mensalmente, com os contribuintes da casa espírita. Cremos que é simples obrigação afixar, no 'quadro de avisos' ao público, a comprovação da correta aplicação dos recursos recebidos.
Os dirigentes que assim procedem vêem patenteadas a credibilidade da instituição que administram e a pureza de suas intenções. Por outro lado, evitam-se rumores, do tipo: -"fulano(a) está cada vez mais rico(a)"; -"sicrano(a) construiu uma mansão com o dinheiro doado ao centro" e, -"beltrano(a) comprou um carro do ano, caríssimo", olhem só pra isso! Lembramos que certa vez após uma palestra sobre o incômodo tema, houve rumores nos corredores do centro, alguns dirigentes espíritas me arremessaram uma saraivada de 'chumbo grosso' (em nossa ausência, é claro!) e sutilmente, proscreveram-nos da escala de oradores.
Essa decisão em nada nos afetou, mesmo porque isso implicaria em que admitíssemos contemporizar com as suas artimanhas obscuras com dinheiro dos outros.
Confessamos que nos surpreendemos com alguns deles, totalmente desarmonizados (aqueles que dissimulam gestos de santidade, palavras mansas, olhar de superioridade, julgam-se donos da verdade, etc., etc., etc..) ditando normas de conduta, que nem mesmo eles têm suporte doutrinário para exemplificá-las. É uma pena. E o pior é que estão todos lá como se nada tivesse acontecido. Estão com as mentes narcotizadas na ilusão de que são missionários.
Será que os meios justificam os fins, quando os dirigentes são omissos quanto a prestar contas? Se não devem, não têm o que temer, não é verdade?
É evidente que ficamos atônitos e envergonhados quando sabemos, pela imprensa, que algumas instituições "filantrópicas" desviam recursos, emitem recibos forjados de falsas doações, etc..
Há centros que dão, até, uma 'ajudazinha' aos confrades, driblando o Imposto de Renda retido na Fonte... imaginem! Instituições outras recebem, à guisa de doações, roupas, calçados, alimentos, eletrodomésticos, etc., e os dirigentes se apropriam delas, com a maior naturalidade.
Temos conhecimento de instituições que aceitam doações, até, de objetos valiosos e que os dirigentes se apropriam dos melhores, é claro, antes de os exporem em bazares ditos "beneficentes", objetivando arrecadar fundos para obras "assistenciais".
Daí, pergunto: isso é fruto da minha imaginação? Será que estamos obsedados abordando o tema? Não, meus irmãos.
Estamos completamente conscientes da responsabilidade cristã. A prudência continua sendo a nossa melhor conselheira. Intimidar-nos, para que desanimemos da tarefa de divulgar a Doutrina Espírita, conforme a recebemos do espírito "Verdade", através de Kardec, é tempo perdido.
Recordamos , ainda, que os "proprietários" de alguns centros - centros esses, que os donos se eternizam nas alternâncias da direção - que na ocasião ouviram a nossa palestra, sobre o teminha instigante, fizeram um grande barulho na consciência, ficaram alvoroçados, realizaram reuniões solenes e privadas, é claro, para avaliarem a obsessão que tomou conta do orador.
Ah! Ele está sendo muito influenciado pelas trevas, pois ele não está respeitando os que buscam o centro espírita pela primeira vez, ao dar tanta ênfase à desonestidade.
Oh! Podem pensar, até, que a mensagem é para a nossa diretoria.
É imperioso salientar que não fazemos uso da palavra para proferir mensagens espíritas direcionadas para a instituição A, B, ou C, e muito menos com o intuito de denegrir a sua imagem. Dirigimo-nos a todas, indistintamente, como alerta geral. Difundimos os conceitos sem privilegiar esse ou aquele grupo espírita, mas por questão de consciência ética, acreditamos que um autêntico espírita tem que ser fiel aos princípios que a doutrina impõe e saber que HONESTIDADE é prática OBRIGATÓRIA (com letra maiúscula, mesmo!) para todo ser humano, que dirá, para um cristão (?) Não conseguimos ver lógica num homem "meio honesto", "quase honesto" ou "mais ou menos honesto". Ou se é honesto, ou desonesto, não há meio termo. Seja sua palavra sim! sim! - não! Não! Ensinou-nos Jesus. Portanto, que seja, definitivamente exorcizada toda e qualquer evasiva, que tente justificar concessões fraudulentas, como se fossem normais para certas ocasiões.
As falanges das trevas se organizam para obstruir muitos projetos cristãos. Os obsessores são inteligentes, organizados e vão dando um passo de cada vez, por conhecerem muito bem nossos pontos vulneráveis. Nesse caso, não cremos que advertir sobre a obrigatoriedade da conduta honesta seja artimanha das trevas, mas sim que o ideal espírita seja cada vez mais ético, transparente consoante os preceitos evangélicos ...
Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
*
Fonte:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/
*
Publicado em:
SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Conheça:
Janelas da Alma:
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
*

Estudo da semana:
EXISTE O "MEIO HONESTO", O "QUASE HONESTO", O "MAIS OU MENOS HONESTO?"
"Mais vale repelir dez verdades que admitir uma só mentira, uma só teoria falsa".Erasto(1)
Quando o tema diz respeito à HONESTIDADE de dirigentes e trabalhadores das hostes cristãs, o assunto é muito preocupante, ante as evidências. Uma delas, das mais dramáticas, refere-se a líderes religiosos que enriquecem - ficam milionários, eu diria -a custa do dinheiro arrecadado dos fiéis. Acresce-se, aqui, uma observação: Não sou o primeiro, o único, ou o último a divulgar esse cortejo de vícios, mas a Mídia, freqüentemente, anuncia e expõe tais fatos, francamente, abomináveis e com grande repercussão negativa. Proferimos palestras em vários centros sobre esse tema e destacamos da tribuna que o lídimo cristão é honesto em tudo que faz. Se alguém deve um centavo que seja, obrigatoriamente, tem que quitar esse débito com seu credor, por simples questão de honestidade.
Não se pode "fingir" que esqueceu a dívida. É indispensável haver transparência na prestação de contas, mensalmente, com os contribuintes da casa espírita. Cremos que é simples obrigação afixar, no 'quadro de avisos' ao público, a comprovação da correta aplicação dos recursos recebidos.
Os dirigentes que assim procedem vêem patenteadas a credibilidade da instituição que administram e a pureza de suas intenções. Por outro lado, evitam-se rumores, do tipo: -"fulano(a) está cada vez mais rico(a)"; -"sicrano(a) construiu uma mansão com o dinheiro doado ao centro" e, -"beltrano(a) comprou um carro do ano, caríssimo", olhem só pra isso! Lembramos que certa vez após uma palestra sobre o incômodo tema, houve rumores nos corredores do centro, alguns dirigentes espíritas me arremessaram uma saraivada de 'chumbo grosso' (em nossa ausência, é claro!) e sutilmente, proscreveram-nos da escala de oradores.
Essa decisão em nada nos afetou, mesmo porque isso implicaria em que admitíssemos contemporizar com as suas artimanhas obscuras com dinheiro dos outros.
Confessamos que nos surpreendemos com alguns deles, totalmente desarmonizados (aqueles que dissimulam gestos de santidade, palavras mansas, olhar de superioridade, julgam-se donos da verdade, etc., etc., etc..) ditando normas de conduta, que nem mesmo eles têm suporte doutrinário para exemplificá-las. É uma pena. E o pior é que estão todos lá como se nada tivesse acontecido. Estão com as mentes narcotizadas na ilusão de que são missionários.
Será que os meios justificam os fins, quando os dirigentes são omissos quanto a prestar contas? Se não devem, não têm o que temer, não é verdade?
É evidente que ficamos atônitos e envergonhados quando sabemos, pela imprensa, que algumas instituições "filantrópicas" desviam recursos, emitem recibos forjados de falsas doações, etc..
Há centros que dão, até, uma 'ajudazinha' aos confrades, driblando o Imposto de Renda retido na Fonte... imaginem! Instituições outras recebem, à guisa de doações, roupas, calçados, alimentos, eletrodomésticos, etc., e os dirigentes se apropriam delas, com a maior naturalidade.
Temos conhecimento de instituições que aceitam doações, até, de objetos valiosos e que os dirigentes se apropriam dos melhores, é claro, antes de os exporem em bazares ditos "beneficentes", objetivando arrecadar fundos para obras "assistenciais".
Daí, pergunto: isso é fruto da minha imaginação? Será que estamos obsedados abordando o tema? Não, meus irmãos.
Estamos completamente conscientes da responsabilidade cristã. A prudência continua sendo a nossa melhor conselheira. Intimidar-nos, para que desanimemos da tarefa de divulgar a Doutrina Espírita, conforme a recebemos do espírito "Verdade", através de Kardec, é tempo perdido.
Recordamos , ainda, que os "proprietários" de alguns centros - centros esses, que os donos se eternizam nas alternâncias da direção - que na ocasião ouviram a nossa palestra, sobre o teminha instigante, fizeram um grande barulho na consciência, ficaram alvoroçados, realizaram reuniões solenes e privadas, é claro, para avaliarem a obsessão que tomou conta do orador.
Ah! Ele está sendo muito influenciado pelas trevas, pois ele não está respeitando os que buscam o centro espírita pela primeira vez, ao dar tanta ênfase à desonestidade.
Oh! Podem pensar, até, que a mensagem é para a nossa diretoria.
É imperioso salientar que não fazemos uso da palavra para proferir mensagens espíritas direcionadas para a instituição A, B, ou C, e muito menos com o intuito de denegrir a sua imagem. Dirigimo-nos a todas, indistintamente, como alerta geral. Difundimos os conceitos sem privilegiar esse ou aquele grupo espírita, mas por questão de consciência ética, acreditamos que um autêntico espírita tem que ser fiel aos princípios que a doutrina impõe e saber que HONESTIDADE é prática OBRIGATÓRIA (com letra maiúscula, mesmo!) para todo ser humano, que dirá, para um cristão (?) Não conseguimos ver lógica num homem "meio honesto", "quase honesto" ou "mais ou menos honesto". Ou se é honesto, ou desonesto, não há meio termo. Seja sua palavra sim! sim! - não! Não! Ensinou-nos Jesus. Portanto, que seja, definitivamente exorcizada toda e qualquer evasiva, que tente justificar concessões fraudulentas, como se fossem normais para certas ocasiões.
As falanges das trevas se organizam para obstruir muitos projetos cristãos. Os obsessores são inteligentes, organizados e vão dando um passo de cada vez, por conhecerem muito bem nossos pontos vulneráveis. Nesse caso, não cremos que advertir sobre a obrigatoriedade da conduta honesta seja artimanha das trevas, mas sim que o ideal espírita seja cada vez mais ético, transparente consoante os preceitos evangélicos ...
Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
*
Fonte:
http://jorgehessenestudandoespiritismo.blogspot.com/
*
Publicado em:
SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Conheça:
Janelas da Alma:
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
*
Inumar ou cremar?
*

Inumar ou cremar, eis a questão
Jorge Hessen
Assessor/Superintendência do Inmetro em Goiás
A despeito de ser praticada desde a mais remota antiguidade, a cremação (incineração de um cadáver até reduzi-lo a cinzas) é assunto controverso na opinião da sociedade contemporânea ocidental. Em eras recuadas, a prática da cremação provinha de duas razões diferentes: a necessidade de trazer de volta os guerreiros mortos, para receberem sepultura em sua pátria, como sói ocorrer entre os gregos; ou de fundamentos religiosos, como entre os nórdicos, que criam assim libertar o Espírito de seu arcabouço físico e evitar que o desencarnado pudesse causar danos aos encarnados.
Em Roma, quiçá, devido ao ritual adotado para queimar os corpos dos soldados mortos, a cremação se transformou em símbolo de prestígio social, de tal forma que a construção de columbários tornou-se negócio rentável. De longa data, os indianos e outros povos reencarnacionistas sabem que o corpo físico, uma vez extinto, não mais pode ser habitado por um Espírito, pois isso contraria a Lei Natural; portanto, o cadáver poderá ser cremado, transformado em cinzas, sem qualquer processo traumático.
As obras da codificação espírita nada dizem a respeito da cremação. Por isso, cremos que o problema da incineração do corpo merece mais demorado estudo entre nós. Até porque, se para uns o processo crematório não repercute no Espírito, para muitos outros, por trás de um defunto, muitas vezes, esconde-se a alma inquieta e sofrida, sob estranhas indagações, na vigília torturada ou no sono repleto de angústia.
Existem correntes ideológicas avessas à cremação, quase sempre embaladas por motivo de ordem médico-legal (nos casos estabelecidos em lei, quando envolva morte violenta, por interesse público); ou movida por razão de ordem afetiva (porque os familiares acham uma violência a incineração do corpo e querem preservar os restos mortais para culto ao morto); ou, ainda impulsionada pela lógica de ordem religiosa (porque muitas pessoas ainda acreditam na ressurreição do corpo etc.), principalmente porque a Igreja de Roma era contra o ato e até negava o sacramento às pessoas cremadas. Poderíamos, ainda, acrescentar mais uma objeção – talvez a mais séria: o desconhecimento das coisas do Espírito, que persiste, em grande parte, por medo infundido, preconceito arraigado e falta de informação. Enquanto os profitentes do enterro tradicional (inumação) o defendem por aguardarem o juízo final e a ressurreição do corpo físico, os que defendem a cremação, afirmam que o enterramento tem consequências sanitárias e econômicas, e nesse raciocínio explicam que os cemitérios estariam causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população em geral. Laudos técnicos atestam que cemitérios contaminam a água potável que passa por eles e conduz sério risco de saúde humana às residências das proximidades, além das águas de nascentes, podem também contaminar quem reside longe dos cemitérios.
O planeta tem seus limites espaciais, o que equivale dizer que bilhões e bilhões de corpos enterrados vão encharcar o solo, invadir as águas com o necrochorume (líquido formado a partir da decomposição dos corpos que atacam a natureza, as quais provocariam doenças), disseminando doenças e outros riscos sobre os quais sanitaristas e pesquisadores têm se preocupado. Por outro lado, o uso da cremação diminuiria os encargos básicos econômicos, como, por exemplo: adquirir terreno para construir jazigo; a manutenção das tumbas; nas grandes capitais falta de espaço para construir cemitérios etc. Pelo menos em relação ao nosso País, fiquemos, por enquanto, sossegados, pois, como lembra Chico Xavier “ainda existe bastante solo no Brasil e admitimos, por isso, que não necessitamos copiar apressadamente costumes em pleno desacordo com a nossa feição espiritual”.
Sob o enfoque espiritual o assunto é mais complexo quando consideramos que muitas vezes “o Espírito não compreende a sua situação; não acredita estar morto, sente-se vivo. Esse estado perdura por todo o tempo enquanto existir um liame entre o corpo e o perispírito. O perispírito, desligado do corpo, prova a sensação; mas como esta não lhe chega através de um canal limitado, torna-se generalizado. Poderíamos dizer que as vibrações moleculares se fazem sentir em todo o seu ser, chegando assim ao seu sensorium commune , que é o próprio Espírito, mas de uma forma diversa.
Ressalta Kardec: “Nos primeiros momentos após a morte, a visão do Espírito é sempre turva e obscura, esclarecendo-se à medida que ele se liberta e podendo adquirir a mesma clareza que teve quando em vida, além da possibilidade de penetrar nos corpos opacos”. Dessa forma, o homem que tivesse vivido sempre sobriamente se pouparia de muitas tribulações e menos sentirá as sensações penosas. Portanto, para ele, que vive na Terra tão- somente para o cultivo da prática do bem, nas suas variadas formas e dentro das mais diversas crenças, a desencarnação não significa perturbações em face de sua consciência elevada e do coração amante da verdade e do amor.
Ao ser indagado se o recém-desencarnado pode sofrer com a incineração dos despojos cadavéricos, Emmanuel respondeu: “Na cremação, faz-se mister exercer a caridade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o ‘tônus vital’, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.”
Chico Xavier, ao ser questionado no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, de São Paulo, pelo jornalista Almir Guimarães, quanto à cremação de corpos que seria implantada no Brasil, à época, explicou: “Já ouvimos Emmanuel a esse respeito, e ele diz que a cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio.” (grifamos), porém, Richard Simonetti, em seu livro Quem tem Medo da Morte lamenta que “nos fornos crematórios de São Paulo, espera-se o prazo legal de 24 horas, inobstante o regulamento permitir que o cadáver permaneça na câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar”. Nesse caso o prazo poderia ser maior.
O Espiritismo não recomenda nem condena a cremação. Mas, faz-se necessário exercer a piedade com os cadáveres, protelando por mais tempo a incineração das vísceras materiais, pois existem sempre muitas repercussões de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se esvaiu o “fluido vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material. A impressão da desencarnação é percebida, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Destarte, recomenda-se aos adeptos da Doutrina Espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo mínimo de 72 horas após o desenlace.
Jorge Hessen é espírita há 33 anos.
http://jorgehessen.net
*
Fonte:
http://www.dm.com.br/impresso/7798/opiniao/66867,inumar_ou_cremar_eis_a_questao
*
Publicado em:
SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Conheça:
Janelas da Alma:
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
*

Inumar ou cremar, eis a questão
Jorge Hessen
Assessor/Superintendência do Inmetro em Goiás
A despeito de ser praticada desde a mais remota antiguidade, a cremação (incineração de um cadáver até reduzi-lo a cinzas) é assunto controverso na opinião da sociedade contemporânea ocidental. Em eras recuadas, a prática da cremação provinha de duas razões diferentes: a necessidade de trazer de volta os guerreiros mortos, para receberem sepultura em sua pátria, como sói ocorrer entre os gregos; ou de fundamentos religiosos, como entre os nórdicos, que criam assim libertar o Espírito de seu arcabouço físico e evitar que o desencarnado pudesse causar danos aos encarnados.
Em Roma, quiçá, devido ao ritual adotado para queimar os corpos dos soldados mortos, a cremação se transformou em símbolo de prestígio social, de tal forma que a construção de columbários tornou-se negócio rentável. De longa data, os indianos e outros povos reencarnacionistas sabem que o corpo físico, uma vez extinto, não mais pode ser habitado por um Espírito, pois isso contraria a Lei Natural; portanto, o cadáver poderá ser cremado, transformado em cinzas, sem qualquer processo traumático.
As obras da codificação espírita nada dizem a respeito da cremação. Por isso, cremos que o problema da incineração do corpo merece mais demorado estudo entre nós. Até porque, se para uns o processo crematório não repercute no Espírito, para muitos outros, por trás de um defunto, muitas vezes, esconde-se a alma inquieta e sofrida, sob estranhas indagações, na vigília torturada ou no sono repleto de angústia.
Existem correntes ideológicas avessas à cremação, quase sempre embaladas por motivo de ordem médico-legal (nos casos estabelecidos em lei, quando envolva morte violenta, por interesse público); ou movida por razão de ordem afetiva (porque os familiares acham uma violência a incineração do corpo e querem preservar os restos mortais para culto ao morto); ou, ainda impulsionada pela lógica de ordem religiosa (porque muitas pessoas ainda acreditam na ressurreição do corpo etc.), principalmente porque a Igreja de Roma era contra o ato e até negava o sacramento às pessoas cremadas. Poderíamos, ainda, acrescentar mais uma objeção – talvez a mais séria: o desconhecimento das coisas do Espírito, que persiste, em grande parte, por medo infundido, preconceito arraigado e falta de informação. Enquanto os profitentes do enterro tradicional (inumação) o defendem por aguardarem o juízo final e a ressurreição do corpo físico, os que defendem a cremação, afirmam que o enterramento tem consequências sanitárias e econômicas, e nesse raciocínio explicam que os cemitérios estariam causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população em geral. Laudos técnicos atestam que cemitérios contaminam a água potável que passa por eles e conduz sério risco de saúde humana às residências das proximidades, além das águas de nascentes, podem também contaminar quem reside longe dos cemitérios.
O planeta tem seus limites espaciais, o que equivale dizer que bilhões e bilhões de corpos enterrados vão encharcar o solo, invadir as águas com o necrochorume (líquido formado a partir da decomposição dos corpos que atacam a natureza, as quais provocariam doenças), disseminando doenças e outros riscos sobre os quais sanitaristas e pesquisadores têm se preocupado. Por outro lado, o uso da cremação diminuiria os encargos básicos econômicos, como, por exemplo: adquirir terreno para construir jazigo; a manutenção das tumbas; nas grandes capitais falta de espaço para construir cemitérios etc. Pelo menos em relação ao nosso País, fiquemos, por enquanto, sossegados, pois, como lembra Chico Xavier “ainda existe bastante solo no Brasil e admitimos, por isso, que não necessitamos copiar apressadamente costumes em pleno desacordo com a nossa feição espiritual”.
Sob o enfoque espiritual o assunto é mais complexo quando consideramos que muitas vezes “o Espírito não compreende a sua situação; não acredita estar morto, sente-se vivo. Esse estado perdura por todo o tempo enquanto existir um liame entre o corpo e o perispírito. O perispírito, desligado do corpo, prova a sensação; mas como esta não lhe chega através de um canal limitado, torna-se generalizado. Poderíamos dizer que as vibrações moleculares se fazem sentir em todo o seu ser, chegando assim ao seu sensorium commune , que é o próprio Espírito, mas de uma forma diversa.
Ressalta Kardec: “Nos primeiros momentos após a morte, a visão do Espírito é sempre turva e obscura, esclarecendo-se à medida que ele se liberta e podendo adquirir a mesma clareza que teve quando em vida, além da possibilidade de penetrar nos corpos opacos”. Dessa forma, o homem que tivesse vivido sempre sobriamente se pouparia de muitas tribulações e menos sentirá as sensações penosas. Portanto, para ele, que vive na Terra tão- somente para o cultivo da prática do bem, nas suas variadas formas e dentro das mais diversas crenças, a desencarnação não significa perturbações em face de sua consciência elevada e do coração amante da verdade e do amor.
Ao ser indagado se o recém-desencarnado pode sofrer com a incineração dos despojos cadavéricos, Emmanuel respondeu: “Na cremação, faz-se mister exercer a caridade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o ‘tônus vital’, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.”
Chico Xavier, ao ser questionado no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, de São Paulo, pelo jornalista Almir Guimarães, quanto à cremação de corpos que seria implantada no Brasil, à época, explicou: “Já ouvimos Emmanuel a esse respeito, e ele diz que a cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio.” (grifamos), porém, Richard Simonetti, em seu livro Quem tem Medo da Morte lamenta que “nos fornos crematórios de São Paulo, espera-se o prazo legal de 24 horas, inobstante o regulamento permitir que o cadáver permaneça na câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar”. Nesse caso o prazo poderia ser maior.
O Espiritismo não recomenda nem condena a cremação. Mas, faz-se necessário exercer a piedade com os cadáveres, protelando por mais tempo a incineração das vísceras materiais, pois existem sempre muitas repercussões de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se esvaiu o “fluido vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material. A impressão da desencarnação é percebida, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Destarte, recomenda-se aos adeptos da Doutrina Espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo mínimo de 72 horas após o desenlace.
Jorge Hessen é espírita há 33 anos.
http://jorgehessen.net
*
Fonte:
http://www.dm.com.br/impresso/7798/opiniao/66867,inumar_ou_cremar_eis_a_questao
*
Publicado em:
SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
*
Conheça:
Janelas da Alma:
https://sites.google.com/site/eudisonleal/
*
Assinar:
Postagens (Atom)
Jesus
REFORMA ÍNTIMA
♦ ❖ ❖ Leal ❖ ❖ ❖ Encarnado há 31.083 dias. ❖ Aprendiz em todas as instâncias da Vida ❖ Lifelong learner @ apprendice ❖ Obrigado Deus...

-
* Billy Graham Falando na TED, em 1998, o Rev. Billy Graham maravilha-se com o poder da tecnologia para melhorar a vida e mudar o mundo -- m...
-
* Livros Espíritas, download Alguns livros e disponíveis à todos pelo site da Holus. Os livros são de Domínio Público, muitos estão fora de ...