19 de mar. de 2009

Divaldo Pereira Franco

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Divaldo Pereira Franco

O orador Divaldo Pereira Franco estará no palácio Europa, em Newark - NJ

No próximo 27 de março (2009), sexta-feira, às 6:45 pm, o conceituado orador espírita brasileiro Divaldo P. Franco, convidado pelo Centro Espírita Luz Divina – CELD, estará no Palácio Europa, na 289 New York Avenue, em Newark (NJ), realizando uma palestra grátis sobre “Iluminação Interior”.

Natural de Feira de Santana (BA), Divaldo é um importante orador e escritor espírita, com mais de cinqüenta anos devotados à mediunidade, e mais de quarenta anos dedicados a cuidar dos meninos de rua da capital baiana. Em 15 de agosto de 1952, junto com Nilson de Souza Pereira, ele fundou a casa de assistência Mansão do Caminho, responsável pela orientação e educação de mais de 33 mil crianças e adolescentes carentes.

Divaldo cursou a Escola Normal Rural de Feira de Santana, onde recebeu o diploma de Professor Primário em 1943. Desde a infância relata comunicar-se com os espíritos. Quando jovem, foi abalado pela morte de seus dois irmãos mais velhos, o que o deixou traumatizado e enfermo, sendo conduzido a diversos especialistas, na área da Medicina, sem, contudo, lograr qualquer resultado satisfatório. Nessa época, conheceu a Sra. Ana Ribeiro Borges, que o conduziu à Doutrina Espírita, o que o teria libertado do trauma e trazido consolações, tanto para ele como para toda a sua família. Divaldo dedicou-se, então, ao estudo do Espiritismo, ao tempo em que foi aprimorando suas faculdades mediúnicas, pelo correto exercício e continuado estudo do Espiritismo.

Em 1945, ele mudou-se para Salvador, tendo feito concurso público para o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado (IPASE), onde ingressou como escriturário. Já espírita convicto, fundou o Centro Espírita Caminho da Redenção (CECR), em 7 de Setembro de 1947. Como orador, Divaldo começou a realizar palestras no mesmo ano, difundindo a Doutrina Espírita e hoje apresenta uma histórica e recordista trajetória no Brasil e no exterior, sempre atraindo multidões, com sua palavra inspirada e esclarecedora, acerca de diferentes temas sobre os problemas humanos e espirituais. Há vários anos, viaja em média 230 dias por ano, realizando palestras e também seminários no Brasil e no mundo. Em um levantamento preliminar suas atividades no exterior foram:

• Américas: Esteve em 18 países, em mais de 119 cidades, onde realizou mais de mil palestras, concedeu mais de 180 entrevistas de rádio e TV para cerca de 113 emissoras, inclusive por 3 vezes na Voz da América, a maior cadeia de rádio do continente. Recebeu cerca de 50 homenagens de vários países, destacando-se o honorífico título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, concedido pela Universidade de Concórdia em Montreal, no Canadá, em 1991. Por 3 vezes fez palestras na ONU, em Washington – DC e mais de 12 universidades do continente.

• Europa: Esteve em mais de 20 países, em mais de 80 cidades, onde realizou mais de 500 palestras, concedeu mais de 50 entrevistas de rádio e TV para cerca de 40 emissoras, tendo recebido homenagens de vários países; fez conferência em cerca de 10 universidades européias.

• África: Esteve em mais de 5 países, em 25 cidades, realizando 150 palestras, concedeu mais de 12 entrevistas de rádio e TV, em 11 emissoras; recebeu 4 homenagens.

• Ásia: Esteve em mais de 5 países, em 10 cidades, realizando mais de 12 palestras.

Em 31 de agosto de 2000 participou, a convite da ONU, do Primeiro Encontro Mundial da Paz, reunião de cúpula com líderes religiosos de expressão internacional para se discutir e formular proposta de paz.

Detalhes das atividades, boletim informativo completo, biografias de grandes médiuns, links de federações e outros centros espíritas podem ser obtidos na página eletrônica: www.celuzdivina.org. O Centro Luz Divina – CELD fica localizado na 119-137 Clifford St. (Prédio do Ironbound Medical Building), em Newark – NJ, tel.: (908) 296-9325 ou (908) 307-7141 ou E-mail: celuzdivina@yahoo.com. Horário de reuniões no centro: domingos, às 7:00 pm, e segundas, às 8:00 pm.
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Fonte:
http://www.brazilianvoice.com/bv_noticias/bv_comunidade/4720.html
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Centro Luz Divina – CELD
celuzdivina@yahoo.com
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Compilação e ilustração:
Eudison de Paula Leal
eudisonleal@gmail.com.br
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Publicado em: Sinapseslinks
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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Conheça: Janelas da Alma
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18 de mar. de 2009

Segurança na WWW

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Plantas Medicinais

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Plantas Medicinais

MS elabora Relação de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS
06/03/2009 , às 16h58

Fonte:
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalhes&id_area=1450&CO_NOTICIA=10001

São 71 espécies com potencial terapêutico, para orientar a cadeira produtiva e o desenvolvimento de pesquisas

Uma lista com 71 plantas de interesse do SUS está sendo divulgada pelo Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Ministério da Saúde. Dentre algumas espécies constam a Cynara scolymus (alcachofra), Schinus terebentthifolius (aroeira da praia) e a Uncaria tomentosa (unha-de-gato), usadas pela sabedoria popular e confirmadas cientificamente, para distúrbios de digestão, inflamação vaginal e dores articulares, respectivamente.

A Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (Renisus) apresenta plantas medicinais que apresentam potencial para gerar produtos de interesse ao SUS. A finalidade da lista é orientar estudos e pesquisas que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos disponíveis para uso da população, com segurança e eficácia para o tratamento de determinada doença. Atualmente, são oferecidos fitoterápicos derivados de espinheira santa, para gastrites e úlceras, e de guaco, para tosses e gripes.

“Chegamos a 71 espécies depois de fazer um levantamento nos municípios que utilizavam fitoterápicos. Também priorizamos a inclusão de plantas nativas, que possam ser cultivadas em pelo menos uma das regiões do país e que possam atender às doenças mais comuns nos brasileiros”, explica o diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica, José Miguel do Nascimento Jr.

De 2003 a 2006 o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ciência e Tecnologia financiou 74 projetos na área de Fitoterapia. Cerca de R$ 10 milhões foram destinados à pesquisas nessa área. Além disso, a Renisus vai subsidiar as ações dos outros ministérios participantes do Programa (Ministérios da Casa Civil; Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Cultura; Desenvolvimento Agrário; Desenvolvimento Social e Combate a Fome; Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior; Ciência e Tecnologia; Integração Nacional; e Meio Ambiente). A Renisus deverá ser revisada e atualizada periodicamente, a critério do Ministério da Saúde.

FITOTERÁPICOS - O Sistema Único de Saúde (SUS) pretende ampliar, a partir de 2009, a lista de medicamentos fitoterápicos disponíveis na assistência farmacêutica básica em todo o país. O Ministério da Saúde também espera que com o Programa, os Estados possam se sentir estimulados a oferecer o serviço com esse tipo de medicamento – são 12 Estados ao todo que já oferecem.

Fitoterápico, de acordo com a legislação sanitária brasileira, é o medicamento obtido exclusivamente a partir de matérias-primas ativas vegetais. Os fitoterápicos utilizados pelo SUS são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e, por isso, são considerados seguros e eficazes para a população.

De acordo com Nascimento, o programa tem um viés social, que mobiliza diversas áreas importantes, como a agricultura familiar, por exemplo. “É um instrumento de geração de emprego e renda, de desenvolvimento local e estruturação na cadeia produtiva, pois mobiliza desde o cultivo da planta medicinal até a produção do fitoterápico”.

O Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, instituído em dezembro de 2008 pela Portaria nº 2.960, tem como um de seus objetivos inserir, com segurança, eficácia e qualidade, plantas medicinais, fitoterápicos e serviços relacionados à Fitoterapia no SUS. O Programa busca, também, promover e reconhecer as práticas populares e tradicionais de uso de plantas medicinais e remédios caseiros.

Conheça as plantas medicinais que compõem a RENISUS:

Achillea millefolium
Allium sativum
Aloe spp* (A. vera ou A. barbadensis)
Alpinia spp* (A. zerumbet ou A. speciosa)
Anacardium occidentale
Ananas comosus
Apuleia ferrea = Caesalpinia ferrea *
Arrabidaea chica
Artemisia absinthium
Baccharis trimera
Bauhinia spp* (B. affinis, B. forficata ou B. variegata)
Bidens pilosa
Calendula officinalis
Carapa guianensis
Casearia sylvestris
Chamomilla recutita = Matricaria chamomilla = Matricaria recutita
Chenopodium ambrosioides
Copaifera spp*
Cordia spp* (C. curassavica ou C. verbenacea)*
Costus spp* (C. scaber ou C. spicatus)
Croton spp (C. cajucara ou C. zehntneri)
Curcuma longa
Cynara scolymus
Dalbergia subcymosa
Eleutherine plicata
Equisetum arvense
Erythrina mulungu
Eucalyptus globulus
Eugenia uniflora ou Myrtus brasiliana*
Foeniculum vulgare
Glycine max
Harpagophytum procumbens
Jatropha gossypiifolia
Justicia pectoralis
Kalanchoe pinnata = Bryophyllum calycinum*
Lamium album
Lippia sidoides
Malva sylvestris
Maytenus spp* (M. aquifolium ou M. ilicifolia)
Mentha pulegium
Mentha spp* (M. crispa, M. piperita ou M. villosa)
Mikania spp* (M. glomerata ou M. laevigata)
Momordica charantia
Morus sp*
Ocimum gratissimum
Orbignya speciosa
Passiflora spp* (P. alata, P. edulis ou P. incarnata)
Persea spp* (P. gratissima ou P. americana)
Petroselinum sativum
Phyllanthus spp* (P. amarus, P.niruri, P. tenellus e P. urinaria)
Plantago major
Plectranthus barbatus = Coleus barbatus
Polygonum spp* (P. acre ou P. hydropiperoides)
Portulaca pilosa
Psidium guajava
Punica granatum
Rhamnus purshiana
Ruta graveolens
Salix alba
Schinus terebinthifolius = Schinus aroeira
Solanum paniculatum
Solidago microglossa
Stryphnodendron adstringens = Stryphnodendron barbatimam
Syzygium spp* (S. jambolanum ou S. cumini)
Tabebuia avellanedeae
Tagetes minuta
Trifolium pratense
Uncaria tomentosa
Vernonia condensata
Vernonia spp* (V. ruficoma ou V. polyanthes)
Zingiber officinale


* definir a(s) espécie(s) com cultivo, estudos e indicação de uso

Outras informações
Atendimento à Imprensa
(61) 3315 3580 e 3315 2351
Fonte:
http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalhes&id_area=1450&CO_NOTICIA=10001
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Nota do Leal:
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Fitoterápicos
Langerton
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Sorocaba - Primeiro Simpósio

A Associação Médico-Espírita de Sorocaba promove no próximo dia 29 seu primeiro simpósio sobre Ciência e Espiritualidade. Um dos focos principais do encontro - no auditório da Faculdade de Direito de Sorocaba (Fadi) - é discutir sobre o começo da vida, se ela realmente tem início na fecundação, confrontando com o que a ciência já estudou sobre o assunto. Para complementar, serão discutidas as leis que protegem o feto. O simpósio será das 7h30 às 19h30.

O evento será dividido em três blocos: uma parte voltada à reencarnação, outra sobre ciência e ainda uma reservada à psiquiatria. Serão tratados temas como psicologia fetal e esquisofrenia. As palestras serão ministradas por médicos conhecidos no meio espírita e em universidades; três deles são da Universidade de São Paulo (USP) e outro da Faculdade de Santos. São profissionais que estão sempre participando de congressos no exterior, esclarece a dermatologista Jane Maria Módena Bassi.

Entre os 10 expositores, três são de Sorocaba: a própria Jane, o oftalmologista José Luiz Mentone e a gineco-obstetra Érica Alessandra Rodriques. Entre os destaques do encontro está a participação de Sérgio Felipe de Oliveira, de São Paulo, psiquatra conhecido por colaborar com a rádio Boa Nova, e idealizador do projeto Universidade Internacional do Espírito (Uniespírito). Fundada em junho de 2007, a Associação Médico-Espírita de Sorocaba é uma sociedade beneficente composta de médicos e profissionais da saúde, com o objetivo de estudar o conhecimento unindo ciência à espiritualidade.

O público-alvo das palestras são médicos e profissionais da saúde, além de interessados em geral. Os preços (até o dia 25) são: R$ 60 (não-sócio), R$ 40 (sócio) e R$ 30 (universitários). Parte renda será revertida para a Creche Maria Claro e à Associação Médico-Espírita do Brasil. Inscrições pelo site www.amesaopaulo.com ou pelo e-mail simposioamesorocaba (11) 5581-7089 ou (15) 9156-3022.
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Fonte:
http://www.cruzeirodosul.inf.br/materia.phl?editoria=39&id=168813
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17 de mar. de 2009

SinapsesLinks, 80 países!

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Confusão Mental

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Confusão Mental

-- Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de Medicina, lanço a pergunta: "Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?" Alguns arriscam: "Tumor na cabeça". Eu digo: "Não". Outros apostam: "Mal de Alzheimer". Respondo, novamente: "Não". A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos ("batedeira"), angina (dor no peito), coma e até morte.

Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.

Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. Conclusão: idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol. Basta o dia estar quente - e o verão já vem aí - ou a umidade do ar baixar muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas. O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.

Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
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Colaboração:
Telma Canettieri Ferrari
Pindamonhangaba-SP
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Afeições

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As afeições do corpo e as da alma

Elias Barbosa - 15/03/2009

Vimos, no artigo precedente, duas questões de O Livro dos Espíritos relacionadas com a decepção, a ingratidão e as afeições destruídas, e reservamos para hoje o estudo das “Uniões antipáticas”, esperando que a transcrição das novas perguntas de Allan Kardec e as respectivas respostas dadas pelos Espíritos superiores, através da mediunidade de duas adolescentes, algo de bom possa acrescentar às nossas vidas.

De início, a questão 939: “— Visto que os Espíritos simpáticos são levados a unir-se, como se dá que, entre os Espíritos encarnados, a afeição não esteja, frequentemente, senão de um lado, e que o amor mais sincero seja recebido com indiferença e mesmo repulsa? Como, de outra parte, a afeição mais viva de dois seres pode mudar em antipatia e, algumas vezes, em ódio?

— Não compreendeis, pois, que é uma punição, mas que não é senão passageira. Aliás, quantos não há que creem amar perdidamente, porque não julgam senão sobre as aparências, e quando são obrigados a viver com as pessoas, não tardam a reconhecer que isso não é senão uma admiração material. Não basta estar enamorado de uma pessoa que vos agrada e a quem creiais de belas qualidades; é vivendo realmente com ela que podereis apreciá-la. Quantas também não há dessas uniões que, no início, parecem não dever jamais ser simpáticas, e quando um e outro se conhecem bem e se estudam bem, acabam por se amar com um amor terno e durável, porque repousa sobre a estima! É preciso não esquecer que é o Espírito que ama e não o corpo, e, quando a ilusão material se dissipa, o espírito vê a realidade. Há duas espécies de afeições: a do corpo e a da alma e, frequentemente, se toma uma pela outra. A afeição da alma, quando pura e simpática, é durável; a do corpo é perecível. Eis porque, frequentemente, aqueles que creem se amar, com um amor eterno, se odeiam quando a ilusão termina.”

Passemos à segunda questão, que é acompanhada de uma suplementar:

“940 — A falta de simpatia entre os seres destinados a viver juntos, não é igualmente uma fonte de desgostos tanto mais amarga quando envenena toda a existência?

— Muito amarga, com efeito. Mas é uma dessas infelicidades das quais, frequentemente, sois a primeira causa. Primeiro, são vossas leis que são erradas. Por que crês que Deus te constrange a ficar com aqueles que te descontentam? Aliás, nessas uniões, frequentemente, procurais mais a satisfação do vosso orgulho e da vossa ambição do que a felicidade de uma afeição mútua; suportareis, nesse caso, a consequência dos vossos preconceitos.

— Mas, nesse caso, não há quase sempre uma vítima inocente?

— Sim, e é para ela uma dura expiação; mas a responsabilidade de sua infelicidade recairá sobre aqueles que lhe foram a causa. Se a luz da verdade penetrou sua alma, ela terá sua consolação em sua fé no futuro. De resto, à medida que os preconceitos se enfraquecerem, as causas de suas infelicidades íntimas desaparecerão também.”
(*) clínico geral e psiquiatra
eliasbarbosa34@terra.com.br
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Fonte:
http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,22,ARTICULISTAS,6104
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Vivência da Felicidade

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Vivência da Felicidade

Normalmente a felicidade é considerada como sendo falta de sofrimento, ausência de problemas e de preocupações. O conceito, no entanto, é cedido, destituído de legitimidade, porque se pode experimentar bem-estar, felicidade, portanto, em situações de dor, assim como diante de problemas e de desafios. A felicidade é um estado emocional interior, no qual, as questões externas, quando negativas, não conseguem modificar o sentimento de harmonia.

Da mesma forma, acontecimentos e circunstâncias perturbadoras são incapazes de lhe alterar a magnitude, porque podem ser administrados e conduzidos a resultados edificantes.

Sempre se considera a infelicidade como sendo a má sorte, a debilidade orgânica, a presença de enfermidades, os problemas financeiros e emocionais, a solidão e a insegurança, deixando transparecer que a felicidade seria o oposto.

Nada obstante, podemos considerar a felicidade como resultado de pensamentos corretos, de atos honestos e de sentimentos enobrecidos.

Caso as ocorrências não sejam benéficas, propiciando prazer e poder, isso, de maneira alguma, pode ser considerado como desgraça, dependendo, naturalmente, da maneira como sejam encaradas. Invariavelmente, a situação deplorável de hoje, se bem administrada, transforma-se em dádiva de engrandecimento interior e de compreensão dos acontecimentos existenciais, mais tarde, favorecendo a conquista da felicidade.

Para o asceta, o mártir, o idealista, quanto mais enfrentam dificuldades melhores se sentem, agradecendo à vida as aflições que os elevam, que os ajudam a concretizar os objetivos que abraçam e os santificam. No entanto, para o indivíduo comum, as sensações bem atendidas, o confronto, a conquista de valores amoedados, e experimentar de prazeres contínuos, são fenômenos que se convertem em expressões de felicidade.

A felicidade não está adstrita a determinados padrões, de maneira que seja a mesma para todos os indivíduos. Estando as pessoas estagiando em diferentes níveis de consciência e conhecimento, suas aspirações diversificam-se, apresentando-se em tonalidades mui especiais, representativas de cada qual. Desse modo, o conceito de felicidade na vivência normal e comum é muito diferente, em relação aos seres humanos, apresentando-se com características próprias, referentes ao estágio e qualidade da emoção de cada um.

O véu que oculta o discernimento da felicidade real é colocado pelo ego, na sua feição imediatista, vinculado aos interesses pessoais e movimentando-se em torno deles, o que não corresponde à realidade dos valores que tipificam o estado de harmonia real, de plenitude. É provável que a felicidade para muitos não seja mais do que algumas alegrias derivadas das ambições que se fizeram palpáveis, após algum esforço por conseguí-las. Para outros, podem ser as satisfações hedonistas, em que o gozo foi transformado em finalidade primordial da existência, embora fugidio e cansativo.

A felicidade, porém, não se afirma como sendo o trânsito fácil pelos altibaixos da experiência carnal, tornando-se necessário que sejam eliminados os tóxicos mentais e a ignorância em torno das leis de solidariedade e de compaixão, que devem ser vivenciadas no íntimo, de forma a melhor compreender-se o sentido psicológico do existir.

O discernimento a respeito dos significados da existência terrestre, proporcionam uma visão ampla e sem falhas da felicidade em toda a sua magnitude, por facultar a compreensão das ocorrências durante a vilegiatura humana.

É provável que uma calúnia e uma inimizade que aparecem inesperadamente tisnem o estado de paz de alguém, atirando-o ao desespero, ao desejo de desforço, à demonstração de inocência... Esse momentâneo adversário que gera revolta e estimula sentimentos de vingança, inspira animosidade, passando a ser detestado. No entanto, em seu comportamento normal, é gentil com outras pessoas, granjeando simpatia e afeição, confirmando que a óptica pela qual é observado tem desvios de apresentação conforme cada observador.

Entender a situação de outrem, suas dificuldades emocionais e problemas de relacionamento, especialmente em relação a si mesmo, constitui um modelo de auto-preservação de decepções e de conflitos na área do comportamento social. Não se pode esperar que todas as criaturas reajam da mesma forma nos relacionamentos humanos, elegendo uns amigos em detrimento de outros, o que produz aceitação e rejeição.

Quando se tem a capacidade de desculpar, não se perturbando ante os acontecimentos desagradáveis do processo de convivência com os demais, trilha-se com segurança o roteiro que leva à harmonia, que predispõe à felicidade.

Uma das razões dominantes para a presença da infelicidade, é a ambição desmedida, que confunde o ter com o ser, o poder com o realizar-se.

A educação social na Terra, infelizmente, ainda tem a predominância pela exaltação do mais forte, pelo triunfo do mais rico ou mais belo, pela coragem do mais hábil na arte de projetar a imagem, estabelecendo a felicidade como sendo a glória externa, o brilho fácil nas rodas socioeconômicas dominantes... Como efeito, quando não se conseguem esses padrões de falsa felicidade, pensa-se em desdita, em fracasso.

Não é raro encontrar-se pessoas ricas e que alcançaram o topo, invejadas e copiadas, cercadas de fãs ardorosos e perseguidos pelo noticiário da frivolidade, que lamentam interiormente a fama e o alto escalão em que se deparam nos círculos em que se movimentam. Esse triunfo constitui-lhes verdadeiro suplício, enquanto um incontável número que se encontra no anonimato, ama a existência e com ela se compraz, muitas vezes enfrentando carências e dificuldades.

A verdadeira educação deve ter como meta formar cidadãos, criar condições dignificadoras para o indivíduo, fortalecimento dos valores ético-morais, porque os padrões exteriores mudam de situação a cada momento, enquanto os de natureza íntima permanecem como diretrizes de sabedoria geradora de paz interior.

Em geral, o sofrimento apresenta-se em todos os setores humanos como desdita ou infortúnio.

Considerando-se, porém, que é inevitável, que sempre surgirá momento em que se apresentará, em razão da circunstância em que o Espírito evolui, ainda apegado aos débitos de ontem como às intercorrências desequilibradoras de hoje, o recurso precioso para o enfrentamento é a constatação da transitoriedade do mesmo, em face da maneira como deve ser encarado, dando-lhe qualidades positivas de aperfeiçoamento moral, de metodologia que leva à auto-reflexão, ao aprimoramento interior.

A felicidade, desse modo, não é a falta de sofrimento...
Pode-se ser feliz embora com algum sofrimento, que não descaracteriza o bem-estar e a alegria de viver, propiciadores do estado pleno.

A felicidade real tem muito a ver com a felicidade que produz em torno, com aquela que diz respeito aos outros.

A chave para ser viabilizada está no amor a si mesmo e ao próximo, nessa deferência que deve ser dedicada ao esforço de auto-aprimoramento, de elevação de qualidades morais, de significados emocionados, tendo em vista as demais criaturas. Quem apenas se ama, sem tempo de ampliar o círculo da afetividade com os outros, sofre de miopia moral e, no seu egotismo, perde o sentido existencial.

Somente quando se ama aos demais caminhantes da estrada da evolução, é que se desenvolve os sentimentos de nobreza, especialmente os de compaixão, de misericórdia, de solidariedade e caridade no seu sentido mais elevado. Nesse amor que se expande, absorve-se a harmonia e a certeza de que após a transição do corpo pelo fenômeno da morte biológica, haverá o despertamento do Espírito em forma de consciência livre de culpa, em estado de real felicidade.

JOANA DE ÂNGELIS, (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 20 de janeiro de 2009, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador-BA).
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Fonte:
http://www.opovo.com.br/opovo/espiritualidade/862709.html
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16 de mar. de 2009

Honestidade

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Estudo da semana:

EXISTE O "MEIO HONESTO", O "QUASE HONESTO", O "MAIS OU MENOS HONESTO?"

"Mais vale repelir dez verdades que admitir uma só mentira, uma só teoria falsa".Erasto(1)

Quando o tema diz respeito à HONESTIDADE de dirigentes e trabalhadores das hostes cristãs, o assunto é muito preocupante, ante as evidências. Uma delas, das mais dramáticas, refere-se a líderes religiosos que enriquecem - ficam milionários, eu diria -a custa do dinheiro arrecadado dos fiéis. Acresce-se, aqui, uma observação: Não sou o primeiro, o único, ou o último a divulgar esse cortejo de vícios, mas a Mídia, freqüentemente, anuncia e expõe tais fatos, francamente, abomináveis e com grande repercussão negativa. Proferimos palestras em vários centros sobre esse tema e destacamos da tribuna que o lídimo cristão é honesto em tudo que faz. Se alguém deve um centavo que seja, obrigatoriamente, tem que quitar esse débito com seu credor, por simples questão de honestidade.

Não se pode "fingir" que esqueceu a dívida. É indispensável haver transparência na prestação de contas, mensalmente, com os contribuintes da casa espírita. Cremos que é simples obrigação afixar, no 'quadro de avisos' ao público, a comprovação da correta aplicação dos recursos recebidos.

Os dirigentes que assim procedem vêem patenteadas a credibilidade da instituição que administram e a pureza de suas intenções. Por outro lado, evitam-se rumores, do tipo: -"fulano(a) está cada vez mais rico(a)"; -"sicrano(a) construiu uma mansão com o dinheiro doado ao centro" e, -"beltrano(a) comprou um carro do ano, caríssimo", olhem só pra isso! Lembramos que certa vez após uma palestra sobre o incômodo tema, houve rumores nos corredores do centro, alguns dirigentes espíritas me arremessaram uma saraivada de 'chumbo grosso' (em nossa ausência, é claro!) e sutilmente, proscreveram-nos da escala de oradores.

Essa decisão em nada nos afetou, mesmo porque isso implicaria em que admitíssemos contemporizar com as suas artimanhas obscuras com dinheiro dos outros.

Confessamos que nos surpreendemos com alguns deles, totalmente desarmonizados (aqueles que dissimulam gestos de santidade, palavras mansas, olhar de superioridade, julgam-se donos da verdade, etc., etc., etc..) ditando normas de conduta, que nem mesmo eles têm suporte doutrinário para exemplificá-las. É uma pena. E o pior é que estão todos lá como se nada tivesse acontecido. Estão com as mentes narcotizadas na ilusão de que são missionários.

Será que os meios justificam os fins, quando os dirigentes são omissos quanto a prestar contas? Se não devem, não têm o que temer, não é verdade?

É evidente que ficamos atônitos e envergonhados quando sabemos, pela imprensa, que algumas instituições "filantrópicas" desviam recursos, emitem recibos forjados de falsas doações, etc..

Há centros que dão, até, uma 'ajudazinha' aos confrades, driblando o Imposto de Renda retido na Fonte... imaginem! Instituições outras recebem, à guisa de doações, roupas, calçados, alimentos, eletrodomésticos, etc., e os dirigentes se apropriam delas, com a maior naturalidade.

Temos conhecimento de instituições que aceitam doações, até, de objetos valiosos e que os dirigentes se apropriam dos melhores, é claro, antes de os exporem em bazares ditos "beneficentes", objetivando arrecadar fundos para obras "assistenciais".

Daí, pergunto: isso é fruto da minha imaginação? Será que estamos obsedados abordando o tema? Não, meus irmãos.

Estamos completamente conscientes da responsabilidade cristã. A prudência continua sendo a nossa melhor conselheira. Intimidar-nos, para que desanimemos da tarefa de divulgar a Doutrina Espírita, conforme a recebemos do espírito "Verdade", através de Kardec, é tempo perdido.

Recordamos , ainda, que os "proprietários" de alguns centros - centros esses, que os donos se eternizam nas alternâncias da direção - que na ocasião ouviram a nossa palestra, sobre o teminha instigante, fizeram um grande barulho na consciência, ficaram alvoroçados, realizaram reuniões solenes e privadas, é claro, para avaliarem a obsessão que tomou conta do orador.

Ah! Ele está sendo muito influenciado pelas trevas, pois ele não está respeitando os que buscam o centro espírita pela primeira vez, ao dar tanta ênfase à desonestidade.

Oh! Podem pensar, até, que a mensagem é para a nossa diretoria.

É imperioso salientar que não fazemos uso da palavra para proferir mensagens espíritas direcionadas para a instituição A, B, ou C, e muito menos com o intuito de denegrir a sua imagem. Dirigimo-nos a todas, indistintamente, como alerta geral. Difundimos os conceitos sem privilegiar esse ou aquele grupo espírita, mas por questão de consciência ética, acreditamos que um autêntico espírita tem que ser fiel aos princípios que a doutrina impõe e saber que HONESTIDADE é prática OBRIGATÓRIA (com letra maiúscula, mesmo!) para todo ser humano, que dirá, para um cristão (?) Não conseguimos ver lógica num homem "meio honesto", "quase honesto" ou "mais ou menos honesto". Ou se é honesto, ou desonesto, não há meio termo. Seja sua palavra sim! sim! - não! Não! Ensinou-nos Jesus. Portanto, que seja, definitivamente exorcizada toda e qualquer evasiva, que tente justificar concessões fraudulentas, como se fossem normais para certas ocasiões.

As falanges das trevas se organizam para obstruir muitos projetos cristãos. Os obsessores são inteligentes, organizados e vão dando um passo de cada vez, por conhecerem muito bem nossos pontos vulneráveis. Nesse caso, não cremos que advertir sobre a obrigatoriedade da conduta honesta seja artimanha das trevas, mas sim que o ideal espírita seja cada vez mais ético, transparente consoante os preceitos evangélicos ...

Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com
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Reconciliação

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As vantagens da reconciliação

DOMÉRIO DE OLIVEIRA
de São Paulo, SP

As palavras reconciliação e conciliação prendem-se ao mesmo étimo, ambas como substantivos femininos, significam “estabelecer a paz entre duas pessoas” ou “tornar amigas pessoas que se malquistaram”. O tema em epígrafe pode levar-nos a dupla hermenêutica, a saber: na esfera jurídica, devemos louvar o artigo 448 do Código de Processo Civil, que cautelosamente, aconselha os litigantes à conciliação previa. Diz, claramente, aludido artigo 448 do C.P.C.: “antes de iniciar a instrução, o Juiz tentará reconciliar as partes, chegando a acordo, o Juiz mandará tomá-lo por termo”.

Também é do nosso conhecimento, o Plano de Conciliação, que já está vigorando no nosso Tribunal da Justiça de São Paulo. Aludido Plano foi regulamentado pelo Provimento 783/02 e já foram nomeados 55 Conciliadores entre servidores Judiciários aposentados, Professores e Advogados com mais de 20 anos de profissão. O trabalho dos Conciliadores é de caráter gratuito. Podemos dizer que a “Conciliação” é um meio de solução de litígios de forma amigável, mediante acordo submetido à homologação do Presidente do Tribunal. O objetivo é de diminuir a morosidade da justiça e estabelecer a paz entre os litigantes. O Conciliador ajuda as partes a encontrar uma solução pacifica. Aludida Conciliação é confidencial, nada do que é discutido fica registrado, apenas fica consignado o acordo para a devida homologação. As sessões de conciliação podem tratar de interesses relativos às locações, aos condomínios, às pensões alimentícias, às investigações de paternidade, ás cobranças, enfim, aos mais diversos ramos do direito. Diz o aludido Provimento que qualquer projeto que esteja aguardando distribuição, no T. J. de São Paulo, pode ser objeto de conciliação, desde que as partes requeiram aludido beneficio. Medida notável e digna de louvor que procura solucionar os seus problemas e espargir a paz e a Concórdia nos corações.

Até aqui, falamos como advogado; doravante vamos falar como Espírita, vejamos: no Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos no capitulo X, n.º 5, a Sublime Mensagem do Nosso Mestre Jesus: “Concerta-te, sem demora, com o teu adversário, enquanto estás postos a caminho com ele”. (Mateus – V – 25:26).

Nosso Mestre Jesus recomendou-nos a “RECONCILIAÇÃO COM OS NOSSOS INIMIGOS”.

Tão importante à recomendação do Mestre, que o nosso Kardec a estampou, com evidência, no seu livro notável, o Evangelho Segundo o Espiritismo. Assim sendo, só podemos lucrar com a reconciliação. Do ponto de vista material, por certo, aplainamos os nossos caminhos; evitaremos inimizades; exterminaremos morosos processos. Do ponto de vista espiritual, evitaremos ferrenhas inimizades que, às vezes podem transcender as campas solitárias. E, sabemos que os nossos inimigos desencarnados são mais perigosos que os encarnados. Nossos inimigos desencarnados poderão nos levar a sombrios calabouços das obsessões. Por isso mesmo, temos que tomar cuidado. Não devemos perder a oportunidade para a reconciliação. Através da reconciliação, caminharemos mais tranqüilos e mais felizes. A reconciliação é a porta divina que se abre, possibilitando-nos o ingresso na sublime esfera da paz. Deixemos o nosso orgulho de lado, sejamos humildes, procuremos estender as nossas mãos aos nossos desafetos. Se eles nos corresponderem, muito bem, nota dez. Caso recusem a nos estender as mãos, caminharemos assim, com as nossas consciências tranqüilas. Gravemos em nossas mentes a lição do nosso Mestre Kardec:

“Quando Jesus recomendou a reconciliação o mais depressa possível com os nossos adversários, não é apenas com o fito de apaziguar discórdias durante a existência atual, mas ainda com o propósito de evitar que se perpetuem em existências futuras”.

Fonte: Verdade e Luz
– edição nº 218
– Março de 2004
Federação Espírita do Estado de Mato Grosso:
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Inumar ou cremar?

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Inumar ou cremar, eis a questão

Jorge Hessen

Assessor/Superintendência do Inmetro em Goiás

A despeito de ser praticada desde a mais remota antiguidade, a cremação (incineração de um cadáver até reduzi-lo a cinzas) é assunto controverso na opinião da sociedade contemporânea ocidental. Em eras recuadas, a prática da cremação provinha de duas razões diferentes: a necessidade de trazer de volta os guerreiros mortos, para receberem sepultura em sua pátria, como sói ocorrer entre os gregos; ou de fundamentos religiosos, como entre os nórdicos, que criam assim libertar o Espírito de seu arcabouço físico e evitar que o desencarnado pudesse causar danos aos encarnados.

Em Roma, quiçá, devido ao ritual adotado para queimar os corpos dos soldados mortos, a cremação se transformou em símbolo de prestígio social, de tal forma que a construção de columbários tornou-se negócio rentável. De longa data, os indianos e outros povos reencarnacionistas sabem que o corpo físico, uma vez extinto, não mais pode ser habitado por um Espírito, pois isso contraria a Lei Natural; portanto, o cadáver poderá ser cremado, transformado em cinzas, sem qualquer processo traumático.

As obras da codificação espírita nada dizem a respeito da cremação. Por isso, cremos que o problema da incineração do corpo merece mais demorado estudo entre nós. Até porque, se para uns o processo crematório não repercute no Espírito, para muitos outros, por trás de um defunto, muitas vezes, esconde-se a alma inquieta e sofrida, sob estranhas indagações, na vigília torturada ou no sono repleto de angústia.

Existem correntes ideológicas avessas à cremação, quase sempre embaladas por motivo de ordem médico-legal (nos casos estabelecidos em lei, quando envolva morte violenta, por interesse público); ou movida por razão de ordem afetiva (porque os familiares acham uma violência a incineração do corpo e querem preservar os restos mortais para culto ao morto); ou, ainda impulsionada pela lógica de ordem religiosa (porque muitas pessoas ainda acreditam na ressurreição do corpo etc.), principalmente porque a Igreja de Roma era contra o ato e até negava o sacramento às pessoas cremadas. Poderíamos, ainda, acrescentar mais uma objeção – talvez a mais séria: o desconhecimento das coisas do Espírito, que persiste, em grande parte, por medo infundido, preconceito arraigado e falta de informação. Enquanto os profitentes do enterro tradicional (inumação) o defendem por aguardarem o juízo final e a ressurreição do corpo físico, os que defendem a cremação, afirmam que o enterramento tem consequências sanitárias e econômicas, e nesse raciocínio explicam que os cemitérios estariam causando sérios danos ao meio ambiente e à qualidade de vida da população em geral. Laudos técnicos atestam que cemitérios contaminam a água potável que passa por eles e conduz sério risco de saúde humana às residências das proximidades, além das águas de nascentes, podem também contaminar quem reside longe dos cemitérios.

O planeta tem seus limites espaciais, o que equivale dizer que bilhões e bilhões de corpos enterrados vão encharcar o solo, invadir as águas com o necrochorume (líquido formado a partir da decomposição dos corpos que atacam a natureza, as quais provocariam doenças), disseminando doenças e outros riscos sobre os quais sanitaristas e pesquisadores têm se preocupado. Por outro lado, o uso da cremação diminuiria os encargos básicos econômicos, como, por exemplo: adquirir terreno para construir jazigo; a manutenção das tumbas; nas grandes capitais falta de espaço para construir cemitérios etc. Pelo menos em relação ao nosso País, fiquemos, por enquanto, sossegados, pois, como lembra Chico Xavier “ainda existe bastante solo no Brasil e admitimos, por isso, que não necessitamos copiar apressadamente costumes em pleno desacordo com a nossa feição espiritual”.

Sob o enfoque espiritual o assunto é mais complexo quando consideramos que muitas vezes “o Espírito não compreende a sua situação; não acredita estar morto, sente-se vivo. Esse estado perdura por todo o tempo enquanto existir um liame entre o corpo e o perispírito. O perispírito, desligado do corpo, prova a sensação; mas como esta não lhe chega através de um canal limitado, torna-se generalizado. Poderíamos dizer que as vibrações moleculares se fazem sentir em todo o seu ser, chegando assim ao seu sensorium commune , que é o próprio Espírito, mas de uma forma diversa.

Ressalta Kardec: “Nos primeiros momentos após a morte, a visão do Espírito é sempre turva e obscura, esclarecendo-se à medida que ele se liberta e podendo adquirir a mesma clareza que teve quando em vida, além da possibilidade de penetrar nos corpos opacos”. Dessa forma, o homem que tivesse vivido sempre sobriamente se pouparia de muitas tribulações e menos sentirá as sensações penosas. Portanto, para ele, que vive na Terra tão- somente para o cultivo da prática do bem, nas suas variadas formas e dentro das mais diversas crenças, a desencarnação não significa perturbações em face de sua consciência elevada e do coração amante da verdade e do amor.

Ao ser indagado se o recém-desencarnado pode sofrer com a incineração dos despojos cadavéricos, Emmanuel respondeu: “Na cremação, faz-se mister exercer a caridade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o ‘tônus vital’, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.”

Chico Xavier, ao ser questionado no programa Pinga Fogo, da extinta TV Tupi, de São Paulo, pelo jornalista Almir Guimarães, quanto à cremação de corpos que seria implantada no Brasil, à época, explicou: “Já ouvimos Emmanuel a esse respeito, e ele diz que a cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrência em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio.” (grifamos), porém, Richard Simonetti, em seu livro Quem tem Medo da Morte lamenta que “nos fornos crematórios de São Paulo, espera-se o prazo legal de 24 horas, inobstante o regulamento permitir que o cadáver permaneça na câmara frigorífica pelo tempo que a família desejar”. Nesse caso o prazo poderia ser maior.

O Espiritismo não recomenda nem condena a cremação. Mas, faz-se necessário exercer a piedade com os cadáveres, protelando por mais tempo a incineração das vísceras materiais, pois existem sempre muitas repercussões de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se esvaiu o “fluido vital”, nas primeiras horas sequentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material. A impressão da desencarnação é percebida, havendo possibilidades de surgir traumas psíquicos. Destarte, recomenda-se aos adeptos da Doutrina Espírita que desejam optar pelo processo crematório prolongar a operação por um prazo mínimo de 72 horas após o desenlace.

Jorge Hessen é espírita há 33 anos.
http://jorgehessen.net
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Fonte:
http://www.dm.com.br/impresso/7798/opiniao/66867,inumar_ou_cremar_eis_a_questao
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Jesus

Dia das Mães 10maio2026

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