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1 de abr. de 2010

Páscoa

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Páscoa

PÁSCOA – é a data mais importante do calendário cristão, celebra a ressurreição de Jesus Cristo no terceiro dia após a sua crucificação. A origem da Páscoa Cristã data do início do cristianismo e é, provavelmente, a data comemorativa mais antiga do calendário cristão depois do domingo, que é a comemoração semanal da ressurreição. Aliás, os Puritanos – Pilgrims - que colonizaram a Nova Inglaterra, parte nordeste dos EUA, davam mais ênfase às celebrações dominicais do que à Páscoa, ou ao Natal).

O festejo é realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera, portanto a Páscoa acontece entre o dia 22 de março o dia 25 de abril. Esta regra foi fixada após muita controversa. A controversa permaneceu na igreja cristã até o século VIII D.C. A dificuldade na fixação da data era causada principalmente pelo fato de que os judeus utilizavam um calendário baseado nos meses lunares.

A Páscoa Cristã está ligada, no que diz respeito ao calendário e, de certo modo, à origem, à Páscoa judaica (Pessach, ou em hebraico פסחא). O significado das duas celebrações é bastante diferente, tendo em comum, além da data, apenas o sentido de passagem, ou de renovação.

De acordo com a tradição hebraica, a primeira celebração de Pessach ocorreu há 3500 anos. Narra a Tora que Deus, irritado pela resistência de Faraó em libertar o povo de Israel que era escravo no Egito, decidiu ferir os egípcios com mais uma praga, que certamente os obrigaria a deixar sair o povo hebreu. À meia noite o primogênito de cada família iria morrer, em todas as famílias, desde a família do faraó até a mais pobre.

Deus ordenou e Moisés obedeceu e reuniu o povo e disse que cada pai deveria escolher um carneiro ou cabrito bom e saudável de seu rebanho. Deveria matá-lo e molhar os umbrais (mezuzót) das portas com o sangue do cordeiro. A mãe de cada família deveria cozinhar a carne para um jantar especial e, depois de terem ceado, deveriam ficar dentro de casa. O sangue na porta seria o sinal para Anjo de Deus de que aquela família deveria ser poupada da praga. Até hoje os judeus observam esse costume e dão à festa o nome de Pessach, isto é, "passagem", porque foi nessa noite que o Anjo de Deus, passando pelos israelitas sem lhes causar mal algum, feriu os egípcios com uma grande praga que matou todos os primogênitos.

O povo egípcio ficou tão aterrorizado que correu em massa ao palácio do faraó para suplicar-lhe que deixasse os hebreus sair. Assim, o rei deu a permissão a Moisés para levar o povo embora e sair do Egito, esperando que isso fizesse terminar os males que atormentavam o Egito. Os próprios egípcios presentearam os hebreus antes de sua partida para o deserto, ou porque era costume entre eles ou, talvez, pelo de¬sejo de os ver bem longe.

A Páscoa (Pessach, ou פסחא) foi instituída entre os judeus como recordação e celebração desta libertação (Hebreus 11:28). É importante notar que Pessach significa passagem, porém a passagem do anjo da morte.

Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalem, como é narrado na Bíblia, por exemplo, em Marcos 11 e João 12. O povo, entusiasmado com a chegada de Jesus à Jerusalem, arrancou ramos de palmeiras e estendeu no caminho para formar um tapete por onde Jesus, montado em um pequeno jumento, passaria, daí o nome de Domingo de Ramos.

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Cristo. Lembrando os fatos narradas na Bíblia, Jesus planejava fazer sua última celebração de Páscoa com seus discípulos mais próximos e deu ordens a Pedro e João que preparassem a refeição (Mateus 26:19). Durante a refeição Jesus partiu o pão e deu aos seus discípulos, depois tomou um cálice de vinho, deu graças e o ofereceu aos seus discípulos ordenando que bebessem e que isto seria o selo na nova aliança que Deus estava fazendo naquele momento com as pessoas de todas as nações. Depois da refeição Jesus conversou longamente com seus discípulos preparando-os para o que estava por vir. Mais tarde Jesus seria preso, após ser traído por Judas Iscariotes, acabando por ser condenado à morte por crucificação. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu até sua ressurreição, quando então ressurgiu da morte e seu espírito e seu corpo foram reunificados. Há muitos testemunhos da ressurreição relatados na Bíblia, por exemplo, em João 20 e 21 e em Lucas 24.

Celebrar a Páscoa, para os cristãos, é considerar a unidade inseparável entre a cruz e a ressureição. O Crucificado da Sexta-feira Santa é o vitorioso Ressuscitado do Sábado de Aleluia. Se apenas a morte de Jesus Cristo, perderíamoas a novidade surpreendente de Deus, que é capáz de renovar todas a coisas e dar nova vida ao que morreu. Se celebrássemos, no entanto, somente a ressurreição, esvariaríamos o sentido das experiênicias de cada dia, marcadas por sombras e preocupações, angústias e tristezas, e também sonhos e esperanças de um mundo melhor.

A Páscoa nos ensina que o Povo de Deus não pode deixar de sonhar, desejar e esperar. Contra todo desespero e ilusão é necessário seguir criando e trabalhando por um mundo melhor.

A promessa da vida, que brota da ressurreição de Cristo, conduz também o ser humano ao Espírito Santo, que vivifica no sofrimento e remete ao louvro da nova criação.
Somos filhos da ressurreição. Caminhemos na luz!
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Autor:
Roberto Borges Kerr
São Paulo-SP
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10 de abr. de 2009

Páscoa

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Qual é o sentido da Páscoa?

Como os vários cristãos celebram a data.
Escrito por Por Cristiana Felippe
Sex, 10 de Abril de 2009 05:00

Trata-se da principal festa cristã, pois celebra a ressurreição de Jesus Cristo, depois do sofrimento na cruz.

Foi estabelecida oficialmente pelo Concílio de Nicéia, em 325, para ser comemorada no primeiro domingo após o equinócio do inverno no hemisfério norte (entre 22 de março e 25 de abril).

A idéia era coincidir a data da ressurreição de Cristo com o inicio da primavera, estação que simboliza o renascer. "É o maior fundamento do Cristianismo, porque mostra Jesus vitorioso. No meio de aparente fracasso a vida falou mais alto", afirma a teóloga e historiadora Maria Cecília Domezi das Faculdades Claretianas de "São Paulo.

"Para o cristão, é a passagem da vida de egoísmo, de pecado e de escravidão para a liberdade em Jesus Cristo, ou seja, possibilidade de ser redimido.” Representa, portanto, um momento de reflexão sobre a vida e a morte, a culpa e o perdão, a solidariedade e a liberdade.

Com a ressurreição de Jesus (quer dizer, a aparição no mesmo corpo após três dias de sua morte), os apóstolos vivenciaram uma experiência de fé e tiveram a certeza da predominância do bem. “Cristo doou a vida e abraçou a causa dos sofredores, sem recuar em nenhum momento“, diz Maria Cecília.

Por ter se sacrificado por toda a humanidade, Jesus tornou-se o "Cordeiro de Deus“ cumprindo assim as profecias, do Antigo Testamento que anunciavam as provações pelas quais o Messias passaria. "Se Cristo não ressuscitou ilusória é a vossa fé, escreveu o apóstolo Paulo na primeira carta aos coríntios.” "Se tudo tivesse terminado no sepulcro, não haveria Cristianismo, apenas uma bela filosofia de vida”, diz o padre Gregório Teodoro da Catedral Ortodoxa de São Paulo.

Católicos

Um dos principais rituais é a missa do Sábado Santo ou do Fogo Novo. Os fiéis reúnem-se, no início da celebração, ao redor de uma pequena fogueira, na entrada da igreja, e proclamam a luz do Cristo Ressuscitado. É aceso o círio pascal (vela grande e benta), que traz as letras alfa e ômega simbolizando que Cristo é o princípio e o fim do Universo. Todos acendem a vela no círio para renovar o compromisso com Deus.

São feitas diversas leituras bíblicas e, finalmente, a proclamação do Evangelho com o anúncio da ressurreição, acompanhado por sinos.

Jesus teria previsto a própria morte e ressurreição: "Este Homem será entregue em mãos homens que o matarão. Ao terceiro dia ressuscitará." (Mateus 17.23)

Ortodoxos

Seguem o calendário Juliano, com 13 dias a mais no ano, de forma que a Páscoa cristã sempre seja celebrada depois da Judaica, já que Jesus participou dela. Celebram o ofício da ressurreição com cânticos antes da missa. Com todas as luzes da igreja apagadas; o celebrante acende uma vela no altar na qual todos os fiéis acendem suas próprias velas, representando a luz que sai do sepulcro vazio. O padre vai até a entrada do templo, bate na porta e anuncia a presença do Rei da Glória. Depois da missa, distribuem-se ovos cozidos pintados.

Protestantes

Enfatizam a relação entre a Páscoa do antigo Testamento (judeus) e a do Novo Testamento (cristãos). Na páscoa judaica, um cordeiro era sacrificado em nome de Deus e seu sangue era pintado na porta das casas. "Ressaltamos que, na cultura Jesus tornou-se o cordeiro pascal” afirma o teólogo Valtair Miranda, do Rio de Janeiro. Não há imagens nem símbolos Jesus crucificado. Preferem exaltar suas mensagens e sua vitória sobre a morte. Algumas igrejas celebram culto às 6 horas da manhã, hora da ressurreição.

Evangélicos

Muitos celebram a ressurreição assistindo ao nascer do sol no domingo de Páscoa, às 5 horas da manhã, normalmente em lugares altos ao ar livre (como os antigos faziam para estar mais próximos de Deus) ou no próprio templo. Em geral, há cultos especiais nesse dia. "Exaltamos com mais força a ressurreição que a morte", diz o pastor Ariovaldo Ramos, da Igreja Batista Água Branca, em São Paulo. Por isso, dão mais ênfase ao domingo que à sexta-feira da Paixão. Para recordar a última ceia de Cristo, antes da crucificação, comem ervas amargas.

E qual é a visão dos espíritas?

Nos Centros Espíritas que seguem a Doutrina não há rituais especiais para celebrar a Páscoa porque os adeptos não preconizam a ressurreição. "Pela ciência é impossível voltar para o mesmo corpo depois de um processo de decomposição orgânica", diz Marco Milani, da União das Sociedades Espíritas de São Paulo. Para o Espiritismo, a hipótese mais provável é que os apóstolos tenham visto Jesus por meio da mediunidade (fenômeno de vidência), mas apenas em espírito e com a mesma aparência que o conheceram.

Os Espíritas consideram, no entanto, que o fato de não ter havido a ressurreição não tira o mérito da missão de Jesus. “Ele é considerado o espírito de conduta moral mais elevada que habitou o planeta, por isso seguimos seus ensinamentos”, afirma Marco.

“Atingiu um grau de evolução que todos nós conseguiremos um dia por meio das varias encarnações (a volta do mesmo Espírito para outro corpo).” Não há necessidade de celebrações especiais porque, acreditam, todos os dias representam novas oportunidades para o aprimoramento moral, o grande objetivo de todo ser humano.

Quem testemunhou a ressurreição de Cristo?

De acordo com a Bíblia foram as mulheres que acompanharam Jesus em suas pregações as primeiras a constatar que o sepulcro estava vazio.

Depois, apesar da divergência entre os evangelhos quanto ao número de testemunhas, o próprio Cristo Ressuscitado teria aparecido a Maria Madalena, aos discípulos que seguiam para o povoado de Emaús e aos 11 apóstolos (o décimo segundo, Judas, enforcou-se depois de trair o Mestre). Nenhum dos quatro textos canônicos revela como, de fato, teria ocorrido ressurreição.

As narrativas concentram-se em mostrar que Çristo teria mesmo vencido a morte, como havia previsto (Lucas 9, 22, entre outras citações).

Segundo os estudiosos, as diferenças entre os relatos se devem à visão teológica de cada evangelista.

Segundo o texto de Marcos, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé foram avisadas por um jovem de que Jesus não estava mais lá. Mateus também menciona as mulheres, mas Salomé desta vez não aparece. O anúncio da ressurreição, neste caso teria vindo de um anjo.

“Como os destinatários de seu evangelho são os judeus convertidos, Ele se preocupa com o tato de que, a mensagem seja contada aos sacerdotes", afirma o teólogo e padre Antonio Bogaz, de São Paulo. "E destaca a importância das mulheres, para valorizar a tradição judaica da presença feminina na vida da comunidade.

"No Evangelho de João, Madalena aparece como a testemunha primordial seguida por Pedro, como o primeiro dos apóstolos, embora "o discípulo que Jesus amava" (João, na interpretação dos especialistas) tenha chegado antes ao túmulo. “Lucas, por sua vez, tinha uma teologia mais voltada para o núcleo familiar e, por isso, traz mais detalhes nas descrições", diz o padre Bogaz. Os apócrifos confirmam essas testemunhas: depois de ressuscitado, Jesus teria continuado a aparecer aos apóstolos e às mulheres durante mais doze anos.

O que é o Pessach judaico?

Páscoa judaica ou Pessach (significa passagem da escravidão para a liberdade ou passar por cima) celebra a libertação dos filhos de Israel após dois séculos de cativeiro no Egito. Segundo o costume da época, cada família hebréia deveria sacrificar um cordeiro é pintar as portas das casa com o sangue.

Era um sinal de proteção contra a praga divina. Na celebração atual, comem-se carne de carneiro, pão, ervas amargas como recordação do sofrimento do cativeiro.

A libertação é contada no livro Êxodo e tornou-se o ponto central da história judaica, marcando o surgimento dos Judeus como povo livre.

É comemorada sempre no mês de abril e tem a duração de oito dias. Nas duas primeiras noites, é realizado o jantar festivo (Seder) para recordar o sacrifício judeu.

A comida típica e o matzá (o pão da aflição ou dos pobres), uma bolacha não fermentada feita apenas de trigo e água, que tem a função de relembrar a luta dos antepassados.

“Os judeus expulsos não tiveram tempo de fermentar o pão e o levaram antes que pudesse ser preparado”, conta o rabino Henry Sobel, da Congregação Israelita de São Paulo.

Qual é o simbolismo do coelho e dos ovos de chocolate?

Oferecer ovos como presente é uma tradição do Cristianismo. Na Babilônia e no Egito antigo, estavam associados ao culto da fertilidade.

A tradição vem do Oriente, onde eram embrulhados com cascas de cebola e cozidos com beterraba para ficar coloridos e serem oferecidos na festa da Primavera. Os cristãos se inspiraram neste costume e o consagraram como lembrança da ressurreição de Jesus.

“Ainda adotamos esta tradição antiga de distribuir ovos pintados para simbolizar a nova vida”, diz o padre Gregório Teodoro, da Catedral Metropolitana Ortodoxa. de São Paulo.

O ovo de chocolate, oferecido na, Páscoa, porém, aparece, pela primeira vez no século dezoito, com o desenvolvimento da industria alimentícia na Europa onde teria nascido também a tradição do coelho, associado à criação devido à sua grande prole.

Os anglo-saxões contavam às crianças que os coelhos levavam os ovos e os escondiam entre as plantas.

Na manhã do dia de Páscoa, elas tinham de procurá-los nas ruas e nos jardins.
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Revista das Religiões
www.revistadasreligioes.com.br
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Publicado em: SinapsesLinks:
http://sinapseslinks.blogspot.com/
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5 de abr. de 2007

52 Feliz Páscoa!

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Páscoa

De: Luciano de Almeida Peruci
Para: ep-leal@uol.com.br
Data: 05/04/2007 16:38
Assunto: Paz e bem

Caro(a),

Boa Páscoa para seus familiares e amigos! Em um momento oportuno e escolhido, sinta a bênção de Deus e protetores do alto, através do amor que transborda de todos os belos exemplos da criação.

Neste momento de festa, há sempre o símbolo do sofrimento de Cristo, que não deixa de ser um momento de introspecção, refazimento moral pessoal. Contudo, ao invés da comoção advinda dos ensinamentos históricos do período da Paixão (passados a nós desde o berço), que tenhamos em mente a satisfação do Cristo que atingiu seus objetivos aqui na Terra.

Lembremos que não obstante as dificuldades que enfrentou em seu tempo, a sua convicção, a sua aposta no amor entre os semelhantes, suplantou os valores deturpados pelos falsos profetas e doutores da Lei e, no final, seu triunfo traduziu-se em esperança para todas as gerações posteriores.

Que tenhamos esta certeza e possamos retribuir - através de nossa fé em seus ensinamentos -, Sua grande lição!

Paz e bem.
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Jesus

Dia das Mães 10maio2026

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